sexta-feira, 12 de agosto de 2011

PMs que atiraram em ônibus no Rio são indiciados.


Dois soldados do 5.º Batalhão de Polícia Militar foram indiciados ontem por lesão corporal. Eles reconheceram que atiraram contra o ônibus com dez passageiros e balearam quatro inocentes, durante o assalto na linha Praça 15-Duque de Caxias, na noite de terça, no Rio de Janeiro.
Os militares disseram à polícia que dispararam nos pneus para parar o veículo. O laudo da perícia do Instituto de Criminalística Carlos Éboli confirmou o depoimento dos passageiros de que os assaltantes não fizeram disparos e revelou marcas de tiros de diferentes calibres na lataria do coletivo - uma prova de que mais policiais podem ter atirado. "Poderemos requisitar as armas de outros envolvidos na ocorrência", disse a delegada Sânia Cardoso, reconhecendo a dificuldade de levar adiante a investigação, pois não foram recolhidos os projéteis deflagrados para uma futura comparação. Os dois PMs podem ser indiciados por homicídio culposo no caso da morte de uma das vítimas - que segue internada.
O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), disse ontem que há enormes diferenças entre a tentativa de assalto e o episódio do ônibus 174, em 2000, quando a refém e o assaltante foram mortos por policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). "Se houve erro, o comando da Segurança Pública não vai passar a mão na cabeça dos culpados", declarou.
A PM vai consultar equipes táticas especializadas, psicólogos e negociadores do Bope para estudar os erros cometidos durante a abordagem. O objetivo é usar o caso como referência durante os cursos de formação e aperfeiçoamento de seus agentes. "Vamos nos debruçar sobre esse caso com cuidado para aprimorar nossa atuação", afirmou o coronel Ibis Pereira, porta-voz da PM fluminense. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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