da Rondesp e garante sua reestruturação, esclarecendo que a frota foi anexada aos comandos regionais para servir como tropa de reação para cada um. Nesse modelo há quatro comandos regionais, incluindo a região metropolitana de Salvador.

Rondesp significa ronda especial, mas na legislação conta como CIPT – Companhia Independente de Policiamento Tático. O chefe do Comando de Policiamento da Região sul (CPRs), coronel Antonio Reis, diz que a Rondesp não é de Ilhéus, e sim é sediada em Ilhéus.
Na verdade, a tropa é do comando regional para ser utilizada em toda a região sul. Em breve será transformada em CIPTs região sul, oeste, Salvador e região metropolitana.
“A informação de que a mesma será extinta não procede. Os policiais insatisfeitos com a reformulação da equipe estão disseminando essa informação, que acabou a Rondesp e que a população vai ficar prejudicada. Mas isso não é real”.
Ele acrescenta que em nenhum momento as viaturas saíram da área, salvo durante o motim. Desde segunda-feira, 13, estão rodando normalmente, só que alguns policiais da Rondesp não estão mais incluídos nessa escala operacional.
Eles estão alocados no carnaval de Ilhéus, a maior preocupação do momento para o comando regional. Portanto, estão todos empregados. Da Ronda especial, dos 49 policiais que compõem a equipe, seis foram presos em cumprimento a mandados de prisão.
Segurança
“Todos os policiais da Rondesp incorreram no mesmo crime, usaram armas da polícia, armas de grosso calibre, como fuzis e metralhadoras, que deviam ser usados em favor da sociedade, contra ela”.
Eles fizeram barreiras, sempre armados, nas vias de acesso das Companhias Independentes, como a Cipe, para não fazer o policiamento ostensivo. E fizeram segurança pessoal do soldado Augusto Júnior, líder do motim, em Ilhéus, com as armas que pertencem à polícia.
Foram presos por ordem judicial por suas atividades durante o motim.
Também ficou caracterizado crime militar porque, além das armas, deve-se levar em consideração o próprio local, o 2º BPM, hoje, batalhão-escola, que é uma área militar. Por isso o mandado veio da auditoria militar da Bahia.
12 presos
No sul do estado, foram presos 12 policiais, seis de Itabuna e seis de Ilhéus. “Nos mandados não vem especificado, mas fomos informados que todo policial que se excedeu no movimento paredista e cometeu atos delituosos foram alcançados pela lei”.
O comandante nega represálias e ratifica o que já dito pelo governo e pelo comando geral, que nenhum policial que estivesse aderindo a greve sofreria represália. “E não está sofrendo aqui nem em lugar nenhum. Agora, descumpriu a lei, terá que ser responsabilizado”.
Os seis policiais de Ilhéus, Fábio Alves de Oliveira, Flávio Rogério de Souza Santos, Fábio Dourado, Jailson Eça Brito, Robson Francisco Santana e Valquer Cerqueira estão custodiados no Batalhão de Choque, em Lauro de Freitas.
Os de Itabuna, José Januário Neto, José Roberto dos Santos, Márcia Batista de Oliveira, Renata Tereza Brandão Meireles e Valéria Rodrigues Morais Silva e Wadson Andrade estão no 15º BPM.
Os pedidos de prisão foram expedidos pelo juiz auditor da Vara de Auditoria da Justiça Militar da Bahia, Paulo Roberto Santos de Oliveira. A determinação de onde os policiais ficariam custodiados já veio especificada em cada mandado. “Estamos apenas cumprindo ordem judicial”.
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