segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Exército cerca Assembleia Legislativa em Salvador para retirar policiais grevistas

Cerca de 600 militares estão cercando a Assembleia Legislativa, em Salvador, na Bahia, onde policiais militares grevistas acampam, junto de suas famílias, desde 31 de janeiro. O objetivo é cumprir os 11 mandados de prisão expedidos pela Justiça baiana contra os líderes do movimento, que estão no local, para, então, desocupar o prédio. 

O abastecimento de energia elétrica do edifício foi cortado, por volta das 19h, e as tropas federais fecham o entorno da Assembleia, usando, entre outros veículos, os blindados Urutu do Exército e helicópteros. A iluminação de alguns pontos do prédio e dos holofotes instalados do lado externo é mantida por geradores de energia, usados apenas em casos de emergência.


Os policiais grevistas dizem não querer confronto com as tropas do Exército ou com os 40 integrantes do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal (PF), que chegaram a Salvador neste domingo (5) para cumprir os mandados de prisão, mas avisam que responderão a eventuais atos de violência com violência. 

Cerca de 300 PMs amotinados aglomeram-se na frente da Assembleia. Marcos Prisco, líder da greve e presidente da Aspra (Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia), fez discurso convocando toda a categoria na noite de domingo. 


O número de mortes na Bahia desde o início da greve da PM subiu para 84, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Estado. A contagem foi iniciada no dia 1º de fevereiro. Na sexta-feira (3), foi registrado o maior número de mortes, 32.


A assembleia está ocupada por policiais militares desde a última terça-feira. O movimento não tem legalidade e, de acordo com a Justiça, por isso foram expedidos os 12 mandados de prisão. Um deles já foi cumprido.

Segundo informações do governo, o deputado disse que "os trabalhos legislativos precisam voltar à normalidade e a assembleia não pode ser usada como abrigo para foragidos da Justiça". Nilo falou ainda que o pedido partiu dele mesmo, e não do governador.

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