
As buscas a um operário soterrado após o desabamento de uma laje em uma obra do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) de Porto Alegre (RS), ocorrido na manhã do último sábado, foram retomadas por volta das 12h. Segundo o tenente-coronel Humberto Teixeira Santos, a chuva e o vento da madrugada deste domingo fizeram com que os bombeiros suspendessem os trabalhos de resgate durante algumas horas deste domingo, mas cerca de 20 pessoas já trabalham no local por volta das 13h30.
Conforme os bombeiros, uma viga desabou durante a noite e havia risco de novas quedas. Dos 11 trabalhadores atingidos, nove foram socorridos com vida, um morreu e outro está sendo procurado pela equipe de resgate no fosso da obra, que está coberto de pedaços de madeira e concreto. O trabalho está sendo feito com britadeiras, picaretas e serras.
Os operários caíram de uma altura de cerca de 12 m, em um fosso de 9 m de profundidade, e foram atingidos por concreto e pedaços de tubos. Eles trabalhavam na Estação de Bombeamento de Esgoto (EBE) da Restinga. "Primeiro, vamos eliminar o risco de novas quedas, para depois prosseguir a busca. Neste momento o trabalho é pesado, com tratores, e há problemas de acesso e no solo, por causa da chuva", afirmou o tenente-coronel Humberto Teixeira Santos.
Santos acredita na possibilidade de o trabalhor desaparecido estar vivo. "Havia madeira na obra, que pode servir como escora para o concreto, e como no fosso há vigas secas, existe a possibilidade de o material ter formado um bolsão de ar. Partimos disso para acreditarmos que ele ainda possa estar vivo", disse o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros.
As vítimas trabalhavam para a empresa Marco Projetos e Construções, terceirizada pelo Dmae para a finalização da obra. O morador Alexandre Figueiredo, que vive próximo ao local, denuncia que os trabalhadores estavam sem equipamentos de segurança. "Parecia que uma bomba explodiu. A laje quebrou pela metade quando o caminhão estava descarregando uma carga de concreto por cima. Não tinha o que fazer porque, se chegasse perto, poderia cair. As pessoas estavam sem equipamento de segurança."
Para o vice-presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), Ricardo Scavuzzo Machado, o acidente envolveu a execução da obra. "É provável que todos os registros estejam corretos, pois a a empresa passou por todos os processos de fiscalização. A princípio, trata-se de um acidente na execução da obra", disse. A perícia será realizada após o término dos trabalhos da equipe de resgate.
Os nomes confirmados das vítimas atendidas em hospitais são:
Marco Aurélio Mariano Leite, 22 anos (já recebeu alta);
Felipe Viafore da Silva, 19 anos (já recebeu alta);
Carlos Alberto Silva da Silva, 31 anos (já recebeu alta);
Romaci Dias Soares, 34 anos;
Volmir José Prestes, 35 anos;
Juarez Machado Prestes, 39 anos;
Gilberto Borba, 18 anos;
Mario dos Santos, 45 anos;
Adir Quadre, 43 anos.
Marco Aurélio Mariano Leite, 22 anos (já recebeu alta);
Felipe Viafore da Silva, 19 anos (já recebeu alta);
Carlos Alberto Silva da Silva, 31 anos (já recebeu alta);
Romaci Dias Soares, 34 anos;
Volmir José Prestes, 35 anos;
Juarez Machado Prestes, 39 anos;
Gilberto Borba, 18 anos;
Mario dos Santos, 45 anos;
Adir Quadre, 43 anos.
Os seis primeiros foram atendidos no Hospital de Pronto-Socorro (HPS), enquanto que o Hospital Cristo Redentor recebeu os últimos três, todos com quadro estável.
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