quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Alimentos da Agricultura familiar já estão nas escolas estaduais da Capital


Numa iniciativa conjunta entre a Secretaria da Educação (SEC), Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), por meio da Superintendência da Agricultura Familiar (Suaf), e da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A. (EBDA), mais de 648 mil quilos de alimentos começaram a ser distribuídos nas escolas estaduais. Na manhã desta segunda-feira (22), os produtos começaram a chegar às unidades de educação, trazendo o selo da agricultura familiar. Com a compra viabilizada pela EBDA, os produtos originam-se de diversas partes do Estado.
Farinha de mandioca, feijão, achocolatado, leite em pó, milho para mungunzá, fubá e flocão de milho, manteiga e mel, são alguns dos alimentos que integram os kits que estão sendo distribuídos em 271 escolas estaduais de Salvador e Região Metropolitana. A ação integra o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), e facilita a conquista de mercado em larga escala por parte dos pequenos agricultores reunidos em cooperativas. “A agricultura familiar está vendendo seus produtos num mercado bastante competitivo, e isso é importantíssimo. O Estado conseguiu, efetivamente, cumprir o seu papel e oferecer acompanhamento ao agricultor, desde a assistência técnica, passando pelo cultivo, colheita e chegando até a comercialização”, disse o presidente da EBDA, Elionaldo Faro.
Segundo o diretor da SUAF, Jeandro Ribeiro, nessa primeira etapa foram investidos aproximadamente R$1,2 milhão na aquisição dos alimentos, e até o final de 2011 mais R$3,6 milhões serão destinados à compra de mais produtos. “O Centro Educacional Carneiro Ribeiro foi a primeira escola beneficiada, sendo entregues aproximadamente 600 kg de alimentos de qualidade. Até o dia 31 de agosto, os produtos chegam a mais 270 escolas de Salvador e Região metropolitana”, completou Jeandro.
Para o representante da Casa Civil, Fábio Freitas, “a ação finaliza e concretiza um sonho. Comprovamos que é possível a agricultura familiar ser inclusa na comercialização. É possível fazer com que o agricultor familiar receba um preço justo pelos seus produtos, permitindo que o homem do campo tenha melhores condições de vida”.
Os alimentos reforçam o cardápio escolar, que é construído de acordo com as normas estabelecidas pelo próprio PNAE, que determina que nas escolas regulares, 20% das necessidades nutricionais devem ser atendidas pelos produtos da agricultura familiar. “Usamos também, no mínimo, três porções de legumes e verduras por semana. Todo o cardápio é feito com base na aceitação dos alunos, ou seja, elaboramos o menu de acordo com as preparações mais servidas, que são o feijão tropeiro, mungunzá, biscoito, achocolatado, feijão e arroz”, ressaltou a nutricionista e responsável técnica pelo PNAE, Rosana dos Santos.

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