Segundo confirmaram à Agência Efe fontes do Ministério da Educação, os estudantes quebraram dois vidros e romperam a porta de entrada do gabinete de Bulnes, que naquele momento se encontrava na sede do Congresso, na cidade litorânea de Valparaíso.
O Ministério se encontra no centro de Santiago, a apenas um quarteirão do Palácio de La Moneda, sede do Governo.
Os jovens disseram constituir a "Assembleia Popular Secretaria de Educação Rebelde", que, segundo eles, é integrada por alunos de 15 escolas da capital, e dizem que não se sentem representados pelos estudantes que se reunirão neste sábado com o presidente Sebastián Piñera.
O encontro do próximo sábado, o primeiro do qual o próprio Piñera participará, contará com a presença de líderes estudantis do ensino médio e universitários.
Os jovens que protagonizaram a ocupação desta quarta-feira se mostraram contrários a negociar com o Governo até que o ministro do Interior e o general diretor dos Carabineiros renunciem a seus cargos como responsabilidade pela morte de um jovem de 16 anos que recebeu um tiro de um policial durante os protestos.
Após duas horas no Ministério, os estudantes abandonaram as dependências de forma pacífica e sem ninguém preso. EFE Outro grupo de jovens se manifestou nesta quarta-feira durante alguns minutos em frente ao Congresso, enquanto o ministro Bulnes participava da discussão de um projeto, apresentado pela oposição, que busca eliminar as contribuições estatais recebidas pelas escolas particulares subvencionadas.
O fim do lucro das escolas é uma das principais exigências dos estudantes, mobilizados desde meados de maio em protesto contra uma reforma ao sistema educacional, que obriga os jovens a se endividarem durante anos para financiar seus estudos.
Durante o debate, Bulnes opinou que esta iniciativa pode ter efeitos negativos. Em sua opinião, o projeto "implica pôr em risco ou gerar uma grande incerteza sobre mais de 1,2 milhão de alunos que hoje estão em colégios particulares subvencionados constituídos como sociedades comerciais".
Nenhum comentário:
Postar um comentário