quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Juíza assassinada montava força-tarefa para investigar crimes cometidos por policiais

A juíza Patrícia Acioli, assassinada com 21 tiros na madrugada da última sexta-feira (12) em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, estava organizando uma força-tarefa contra crimes cometidos por policiais militares em conjunto com a Corregedoria da Polícia Militar e promotores do Ministério Público que atuavam na 4ª Vara Criminal do Fórum de São Gonçalo, onde a magistrada era titular.

A iniciativa começou a ser montada uma semana antes de Patrícia ser assassinada.

De acordo com a PM, o principal objetivo do grupo era acompanhar os casos de auto de resistência – registros de morte durante suposta troca de tiros com policiai militares.

Os policiais da Corregedoria da PM ficariam responsáveis por checar todas as ocorrências desse tipo e investigar possíveis autos de resistências forjados, na maioria das vezes para encobrir outros crimes, como milícia e o envolvimento de policiais militares com grupos de extermínio.

Com isso, a intenção era reunir provas claras para Ministério Público poder ter mais rigor nos processos envolvendo os PMs suspeitos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário