domingo, 7 de agosto de 2011

Jorge Amado levou sabor e sensualidade do Brasil para o mundo

Considerado o mais universal dos autores brasileiros, escritor assinou obras como "Gabriela, Cravo e Canela"

"Começou escrevendo romances muito comprometidos socialmente, quase nas margens do realismo socialista, graves, tristes, e depois, à medida que foram passando os anos, foi rejuvenescendo e escrevendo histórias de humor, de alegria de viver e sensualidade, com uma liberdade de invenção e de palavras como a de um jovem", disse Mario Vargas Llosa quando o escritor brasileiro morreu.

Viria assim depois sua segunda etapa criativa, marcada pela alegria, a ironia e a vitalidade, com títulos como "Gabriela, Cravo e Canela" (1958), "Os Velhos Marinheiros" (1961), "Os Pastores da Noite", (1964) e "Tenda dos Milagres" (1969). Além de "Dona Flor e Seus Dois Maridos" (1966), "Tereza Batista Cansada de Guerra" (1972) e "Tieta do Agreste" (1977), entre outros livros, com a mulher como protagonista em muitos deles.
Vargas Llosa, grande admirador de Amado, cuja "extraordinária generosidade" e "qualidade humana fora de série" sempre se destacou, reivindicou para o brasileiro o Prêmio Nobel cada vez que teve oportunidade: "Por sua capacidade de renovação, sua coerência e potência narrativa; mas, bom, está em boa companhia, com outros grandes ausentes, como Borges e Navokov", sustentou.

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