terça-feira, 16 de agosto de 2011

Cresce coqueluche entre os adultos

Caos de coqueluche estão aumentando no Brasil, inclusive entre adultos. Os números, no entanto, não são conhecidos pois, apesar de ser de notificação compulsória, a doença não é controlada. É o que afirma a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações - RJ, Isabela Ballalai. 

Segundo ela, 30% dos adultos que sofrem de coqueluche não recebem diagnóstico correto. Além disso, ao contrário do que a maioria das pessoas imagina, a imunização quando criança não significa proteção para toda a vida: o efeito da vacina dura de 5 a 10 anos. 

“Em todo o País, não há uma rotina para diagnosticar a coqueluche, nem no serviço público, nem no privado”, explica Isabela. Não à toa, de janeiro até julho, a Secretaria Municipal de Saúde contabilizou apenas 25 casos. 

ALTO RISCO PARA BEBÊS 

A profissional afirma que a coqueluche, contagiosa, é mais perigosa para bebês com até 1 ano, quando pode ser fatal. “Nos EUA há estratégia de vacinar o adulto para proteger a criança. O bebê só fica imunizado após três doses da vacina, o que ocorre quando tem 7 meses. Não tendo tomado todas as doses, está vulnerável”, explica. Na rede pública brasileira, a vacina é disponibilizada para bebês e crianças até 6 anos. Na rede privada, custa R$ 115 para qualquer idade. 

A transmissão aos bebês se dá pela mãe (32% dos casos), por irmãos (20%), pai (15%) e avós (8%). Outras pessoas, como babás, respondem por cerca de 25% das transmissões. 

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