A congressista Alice Portugal (PCdoB) é a mais nova integrante do grupo de políticos que apóiam o Projeto de Lei (PL) de autoria da deputada estadual Luiza Maia (PT), que proíbe a contratação com dinheiro público de artistas cujas músicas incentivam a violência e o preconceito contra a mulher.

A comunista, disse que, caso ocupasse uma das cadeiras da Assembleia Legislativa, também subscreveria a proposição, tal qual afirmou recentemente a senadora Lídice da Mata (PSB). “É necessário investir nesse debate”, destacou.
Ela contou, em entrevista ao Portal Luiza Maia, que, na Inglaterra, as parlamentares se uniram e proibiram a propaganda de uma marca de cosméticos em que a atriz Julia Roberts aparecia sem linhas de expressão. Diante disso, as legisladoras britânicas, com o argumento de que “aquilo” provocaria frustração estética no público feminino - que jamais alcançaria tal ideal de beleza - barraram, através do Parlamento, a veiculação da peça publicitária.
“Ora, e aqui [no Brasil] não podemos dizer que não dá mais para chamar mulher de ‘vagaba’, cachorra e que tapinha não dói”, questionou a única representante feminina da Bahia na Câmara Federal. Ela chegou a pedir desculpas por ter que repetir os “chulos termos”.
“Então, se podem as inglesas, é porque as brasileiras e as baianas não têm condições de protegerem a sua natureza cidadã? Acho que constituir controle ético não é censurar. Portanto, apoio a proposta”, finalizou
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