segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Yamana Gold - Mineradora canadense otimiza produção com objetivo de saltar de 1,1 milhão para 2 milhões de onças de ouro/ ano.

Quando o ano de 2008 terminar, mais de 177 mil onças de ouro e 161 milhões de libras de cobre terão deixado o subsolo de Alto Horizonte, no Estado de Goiás, rumo a Europa e Ásia. Na mina de Chapada, os minérios são extraídos a céu aberto pela Mineração Maracá Indústria e Comércio (MMIC), empresa pertencente ao grupo canadense Yamana Gold. Em 2007 a MMIC exportou US$ 446 milhões, mesmo operando abaixo de sua capacidade plena. A produção de ouro e cobre contou com o trabalho direto ou indireto de 2.400 pessoas.


De acordo com o gerente Geral da MMIC, Paulo Henrique Paiva de Almeida, a mina de Chapada é uma das três maiores minas de metais básicos do Brasil. Os principais minérios extraídos são o sulfeto de cobre e o ouro. O teor de cobre no minério é de 0,4% e de 0,4 g/t de ouro. A composição do concentrado (produto final) é de 26% de cobre e 19 g/t de ouro.

Em dezembro de 2006, a mina começou a operar com a produção regular de concentrado de cobre e em janeiro de 2007 a produção comercial foi iniciada. Responsável por toda a operação da mina, Almeida sabe da importância da escolha de mão-de-obra qualificada e de equipamentos eficazes para produção da planta. “Optamos pelos equipamentos da Metso porque têm qualidade assegurada e por confiarmos na tradição da marca”, afirma.


Vista da extração da mina de Chapada.

O dimensionamento da planta de Maracá, com capacidade para processar 16 milhões de toneladas, indica as exigências a que os equipamentos da planta são submetidos durante o processo. Entre os principais equipamentos daquela planta, fornecidos pela Metso, estão um conjunto móvel sobre esteiras Lokotrack, um britador HP 800, um moinho SAG de 34’x19’, um moinho de bolas de 24’x40’, duas peneiras vibratórias LH 12’x24’, uma coluna de flotação e um Vertmill.

O cuidado com a qualidade, durabilidade, produtividade e disponibilidade dos equipamentos na mina de Chapada é parte de um plano mundial da Yamana para ampliar sua produção de ouro, principal minério de exploração da empresa. Conforme o Country Manager do Brasil e vice-presidente de Administração da Yamana Gold, Arão Portugal, em 2008 a expectativa global da mineradora é encerrar o ano com 1,1 milhão de onças ouro equivalente. No ano seguinte, elevar esse volume para 1,4 milhão e, a partir de 2012, a meta é atingir a produção sustentável de cerca de 2 milhões de onças de ouro equivalente.

“Operamos equipamentos de classe mundial, portanto o diferencial de performance entre a nossa unidade e a dos concorrentes são as pessoas”, considera o gerente de Operações, Paulo Almeida. Em sua opinião, a manutenção é um fator de sucesso e o pessoal de operação e manutenção deve trabalhar dentro de uma relação de cooperação para identificação e solução das anomalias que afetam a qualidade e o custo da produção. “Além da capacitação permanente da mão-de-obra, consideramos fundamental mantermos as nossas operações atualizadas tecnologicamente”, diz.

Competitividade – Almeida lembra que a mina de Chapada possui reservas de minério de cobre e ouro de baixo teor. Dessa forma, uma alta escala de produção é fundamental para a obtenção de um baixo custo de produção. “O aumento da nossa capacidade de produção busca elevar a nossa participação no mercado e ao mesmo tempo manter a nossa competitividade”, explica.

O “lubrificante” dessa complexa engrenagem é o elemento humano, responsável por levar e trazer informações técnicas, operacionais, sobre o funcionamento das máquinas e sistemas. A Metso tem no engenheiro Mecânico de Campo, Gilmar Henrique da Silva Paula, esse “porta-voz” e integrador entre operadores e todo o sistema da planta.

O trabalho de Gilmar inclui, entre outros pontos, o permanente monitoramento das condições sob as quais os equipamentos estão sendo operados. Orientar o cliente acerca das falhas potenciais decorrentes de excessos operacionais com o equipamento.


Gilmar (direita) conferindo as medições do moinho SAG.

Fundamental para o cliente é também o trabalho em que o técnico da Metso auxilia no desenvolvimento de um plano de manutenções preventivas dos equipamentos. Igualmente imprescindível é sua participação direta nos trabalhos de análise de falha, recomendando e rastreando ações de redução de risco de ocorrência da falha.

Ao adquirir o conjunto de equipamentos Metso para a planta da mina de Chapada, a Mineração Maracá solicitou que todos os equipamentos atendessem aos dados indicados nas Folhas de Dados e Especificações Técnicas, enviadas pela Yamana Maracá, bem como contassem com a melhor tecnologia existente, padronização de componentes, disponibilidade de peças sobressalentes e assistência técnica.


Utilização do Conjunto móvel Lokotrack na britagem primária.

Customização – Segundo o engenheiro de Vendas da Metso, Marcelo Mattos, todo o fornecimento de equipamentos para a Yamana Maracá foi customizado, fabricados para atender aos parâmetros indicados pela mineradora e em conformidade com as especificações técnicas indicadas pela própria Yamana ou pela empresa de engenharia contratada por ela. “O projeto civil foi customizado para receber os equipamentos da Metso, respeitando as cargas estáticas e dinâmicas indicadas nos desenhos de assentamento, chumbação e cargas, fornecidos pela Metso”, esclarece Mattos.

A qualidade e a tecnologia de última geração incluídas nos produtos Metso têm como exemplo as peças de desgaste fabricadas em borracha que compõem várias partes dos equipamentos. A produção do composto é centralizada em Ersmark, na Suécia, onde a empresa tem um Centro Tecnológico. O objetivo é garantir o mesmo padrão de qualidade para todas as nove fábricas de borracha da Metso no mundo. Na fábrica sueca, todo o controle de adição e mistura da borracha é feito de forma eletrônica, o que garante a confiabilidade no processo. “No Brasil, recebemos a mistura da borracha, vinda da Metso Ersmark e efetuamos a vulcanização em moldes produzidos com rigoroso controle de qualidade em suas medidas”, descreve o Gerente de Suporte ao Produto – Soluções para Desgaste, da Metso, Rodrigo Gouveia.


Moinho de Bolas e SAG da Mineração Maracá.

No Centro de Tecnologia, em Ersmark, são desenvolvidas aplicações em borracha, como revestimentos de moinho, telas trommel e cones de descarga, produtos estes fornecidos para a Yamana Maracá.

A Metso utiliza o mesmo conceito para o poliuretano utilizado na fabricação de suas peças no Brasil, sendo distribuído à partir de seu Centro Tecnológico, em Trelleborg, na Suécia. As telas de peneira em poliuretano utilizadas pela Yamana Maracá, também são fabricadas pela Metso em Sorocaba.Telas trommel em poliuretano são outra opção Metso, assim como as telas de peneira apresentadas nas versões poliuretano e borracha. 

Ainda como solução de desgaste, a Metso desenvolveu para a mina de Chapada os revestimentos de moinho e grelhas para o moinho SAG, produzidos em aço na sua moderna fundição, localizada em Sorocaba, consolidando-se assim como importante fornecedor deste tipo de produto. 

Ouro sustentável
A Yamana Gold é uma empresa produtora de ouro com base no Canadá. Tem significativa produção de ouro, outros metais preciosos e cobre, áreas para produção de ouro em estágio de desenvolvimento, áreas em pesquisa e direitos sobre áreas no Brasil, Argentina, Chile, México, América Central e Estados Unidos. A Yamana tem sete minas em exploração e cinco projetos em desenvolvimento. Oferece oportunidades de emprego direto a mais de 8.700 pessoas. Em 2008 a expectativa é encerrar o ano com 1,1 milhão de onças ouro equivalente, elevar esse volume para 1,4 milhão em 2009 e, a partir de 2012, a meta é atingir a produção sustentável de cerca de 2 milhões de onças de ouro equivalente.

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