Trabalhadores reivindicam 11% de aumento salarial. Empresa oferece 7,5% e se recusa a discutir a pauta da categoria
Em Itabuna (BA), 250 trabalhadores da Delfi Cacau Brasil entram no terceiro dia de greve, com adesão que chega a 1OO%, de acordo com o Sindicacau/CUT. Responsável pela moagem de cacau para a produção de chocolate da Nestlè, a Delfi não tem cumprido os compromissos assumidos em seu contrato de terceirização, informa o dirigente do Sindicacau, Celso Ângelo.
Os trabalhadores estão em negociação desde abril deste ano e reivindicam 11% de aumento salarial. Em contrapartida, a empresa oferece 7,5% de reajuste e se recusa a discutir a pauta da categoria. “Vamos intensificar a luta para garantir que os trabalhadores tenham ganhos reais. A greve continua”, enfatiza Ângelo.
O presidente da CUT-BA, Martiniano Costa, ressalta que a CUT continuará apoiando a luta dos trabalhadores de Itabuna e que os empresários precisam assumir as suas responsabilidades. “A CUT tem defendido a necessidade de que os trabalhadores se mantenham firmes na luta por ganhos reais. Temos que aproveitar o momento econômico que o país vive”, diz Costa.
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