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“País desenvolvido é país que tem indústria. E nós vamos defender a nossa”. O brado é do ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), e foi feito no lançamento do Plano Brasil Maior, anunciado nesta terça-feira (2), no Palácio do Planalto. A presidenta Dilma Rousseff disse que a indústria tem nela uma aliada e que o plano interessa aos trabalhadores brasileiros.Não é bem assim A festa do Brasil Maior não foi completa como queria a presidenta Dilma, as centrais sindicais boicotaram a cerimônia, que contou, em peso, com os empresários, os maiores beneficiados pelas medidas. Barrados no baile O presidente da CUT, Artur Henrique, critica o fato das propostas da nova política industrial focarem especialmente na desoneração da folha de pagamento e lembra que a central entregou ao governo um documento com as propostas do movimento sindical, mas nada do que foi proposto foi levado em consideração. “Não foi uma proposta construída na base do diálogo tripartite”, reclama. PhD O sindicalista garante que os trabalhadores estão preparados para discutir o tema tanto quanto os empresários. Ele quer a criação de uma mesa de diálogo tripartite para discutir não apenas a política industrial como também acompanhar a implementação das medidas. Megafone O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, diz que o governo errou ao não abrir diálogo com representantes dos trabalhadores. Nesta quarta-feira (3), as centrais sindicais fazem passeata em Brasília e vão aproveitar para criticar o plano. Caldo de galinha O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor José Müller, diz que a política industrial é importante, mas que uma avaliação concreta da eficácia das medidas dependerá das suas regulamentações. Moça para casar Todos os pronunciamentos das autoridades do governo foram no sentido de que o mercado brasileiro é a “menina dos olhos” do comércio internacional. Guido Mantega, ministro da Fazenda, disse que não vai admitir que aventureiros entrem no nosso mercado. Autocrítica Reginaldo Gonçalves, coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina, observa que determinadas áreas de atividades serão beneficiadas em princípio com as medidas governamentais, mas que outras empresas perderam competitividade porque, durante muito tempo, deixaram de investir na área produtiva e em seus funcionários, perdendo qualidade em seus produtos. Quer mais O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, que participou do lançamento do Brasil Maior, aprovou as medidas, mas quer mais. “O plano é positivo, mas não será capaz de tirar a indústria do sufoco, porque persistem problemas a serem sanados, como o câmbio, os juros altos e a elevada carga tributária”. Olho grande O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, também presente em Brasília nesta terça-feira, quer que a desoneração da folha de pagamento seja ampliada a todos os setores da economia, e não apenas aos quatro anunciados (confecções, calçados, móveis e softwares). TCU Procurado pelo Portogente, o Tribunal de Contas da União (TCU), por meio da Secretaria de Comunicação (Secom), informou que não tem nenhum processo, no momento, na unidade técnica do tribunal sobre o caso do contrato Codesp e Esporte Clube Pinheiros. No entanto, diz que diante dos indícios poderá ser autuado um processo para examinar o caso. Seguro desemprego O senador João Durval, do PDT da Bahia, foi chamado ao pé do ouvido por seus pares partidários e logo em seguida retirou o seu nome da CPI da Corrupção, articulada pela oposição ao governo Dilma. Parece que Durval tinha esquecido que fazia parte da base aliada. Bah, tchê! O secretário de Infraestrutura do Rio Grande do Sul, o socialistaBeto Albuquerque, estava desgosto nesta terça-feira no Twitter com a TV paga. “Lamentável, a Net não transmite Record News. Eita disputa desqualificada. Tu paga e não pode ter acesso”. |
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Brasil Maior
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trabalhadores brasileiros.
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