A Nokia anunciou nessa quinta-feira (29/09) que cortará 6% de sua força de trabalho, dispensando cerca de 3.500 funcionários. Com isso, a empresa fechará uma fábrica na Romênia e fará a transferência da produção de telefones para fábricas na Ásia.
O anúncio inesperado foi a segunda onda de cortes de empregos nesse ano, que já havia reduzido em 12% o seu quadro de funcionários no mês de abril. Stephen Elop, CEO da Nokia, descreve o fechamento da fábrica na Romênia como parte do esforço contínuo da empresa em racionalizar a produção e atender a demanda dos consumidores por smartphones.
Ainda segundo Elop, os cortes no quadro de funcionários também servem para preparar a empresa para as ações conjuntas com a Microsoft. "Estamos vendo um progresso consistente em nossa estratégia, e com essas mudanças planejadas vamos emergir para uma realidade de mercado mais dinâmica, ágil, eficiente e desafiadora", disse Elop em um comunicado. "As decisões são dolorosas, porém, necessárias para alinhar a nossa força de trabalho e nossas operações para a jornada que vem pela frente".
Especialistas afirmam que a decisão da Nokia era inevitável e fundamental para a empresa agilizar os seus negócios. "A Nokia vai sofrer por mais alguns trimestres, mas os aparelhos com Windows Phone estão chegando, e isso pode representar alguma recuperação em termos de mercado", diz Pete Cunningham, analista da empresa de pesquisa de mercado Canalys.
A Nokia deve lançar o primeiro de seus telefones rodando o Windows Phone em uma conferência para investidores da empresa em Londres, no dia 26 de novembro. Cunningham acredita que a Nokia deve apresentar um ou dois novos smartphones no evento. Esses dispositivos serão modelos considerados 'top de linha' pela empresa, e devem chegar ao mercado a tempo para as vendas do Natal.
Sede da Nokia Corporation na Finlândia (Foto: Divulgação)
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