sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Médicos retiram balão esofágico de Sócrates e quadro segue estável


Os médicos que tratam o ex-jogador Sócrates, internado no hospítal Albert Einstein desde a madrugada de segunda-feira por causa de uma hemorragia digestiva alta, conseguiram, na manhã desta sexta-feira, retirar o balão instalado no esôfago do paciente. O quadro clínico de Sócrates permanece estável e não há novo sangramento.
De acordo com o boletim médico divulgado na noite desta sexta-feira, Sócrates "continua sob cuidados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sob sedação e respirando com o auxílio de aparelhos. Os índices sanguíneos de hemoglobina estão em equilíbrio e adequados. Não há por ora a necessidade do uso de drogas para manter a pressão arterial em níveis normais".
O balão tinha sido instalado emergencialmente para conter hemorragia por cirrose.  “É uma terapia de exceção e riscos. Por isso,  a técnica não é usada com frequência há mais de 20 anos”, informam médicos.
O prazo de utilização do balão no esôfago ou estômago não pode exceder 24 horas, sob risco de provocar úlceras no paciente ou envio de sangue ao pulmão, por aspiração. Na terça-feira (06/09) a equipe do hospital que atende o ex-jogador tentou retirar o dispositivo mas o sangramento voltou. Desta vez, o procedimento foi feito com sucesso.
Cientificamente, o balão é conhecido por Sengstaken Blakemore, ou simplesmente SB. “O uso dessa técnica é uma exceção, hoje em dia”, disse o cirurgião e hepatologista Raymundo Paraná,  chefe do Serviço de Fígado da Universidade Federal da Bahia e presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia.
“A terapia é considerada de exceção por seus efeitos colaterais e por causar muito desconforto no paciente. Por isso, novas tecnologias  foram descobertas dos anos 80 para cá. O balão era usado entre os anos 70 e 80.  A decisão clínica de uso do balão é crítica. É uma questão de custo benefício onde o médico decide por salvar a vida do paciente em hemorragia, usando o que ele dispõe de mais adequado”, explicou  médico baiano.

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