A empresa R Carvalho precisa de R$ 21 milhões para pagar a rescisão de todos os funcionários demitidos e não tem nenhum dinheiro para receber da Caixa Econômica Federal. As informações foram repassadas pelo sindicato dos trabalhadores na construção civil, que obteve os dados em reunião ocorrida no Ministério Público do Trabalho que tratou do pagamento. A esperança dos trabalhadores está depositada na liminar concedida pelo juiz da 6ª Vara do Trabalho, Gilbert Santos Lima, que determinou o bloqueio de bens da empresa e dos sócios. Dois membros do sindicato passaram a quinta-feira no cartório de registro de imóveis, fazendo o levantamento dos bens da empresa. Até o final da tarde o levantamento não tinha sido concluído. Cecílio de Jesus, diretor de Finanças do sindicato, acredita que a empresa possui patrimônio suficiente para pagar todas as rescisões. Segundo ele são 5.200 rescisões em Feira de Santana, mas chegam a 6.500 quando somados os trabalhadores de outras cidades baianas, como Alagoas, Pernambuco e Espírito Santo.
“Também ainda não sabemos se nestes R$ 21 milhões está previsto o pagamento de engenheiros e empreiteiros”, admite Cecílio. “Nós acreditamos que com esse bloqueio dos bens eles vão tomar uma atitude para resolver o problema”, espera Edvaldo da Silva, integrante do Conselho Fiscal do sindicato. Na R. Carvalho, os telefones não atendem. Mesmo o advogado que tem sido o porta-voz da empresa não atendeu as ligações nesta quinta-feira (28). A construtora tem uma assessoria de imprensa, mas nem a ela os proprietários passaram informação. Os donos nunca foram localizados pela imprensa desde que encerraram-se as atividades no dia 9 de julho nem compareceram às reuniões no Ministério Público do Trabalho.
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