quarta-feira, 25 de maio de 2011

FUP critica a nomeação de Reichstul em carta à Dilma.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) encaminhou carta à presidenta Dilma Rousseff questionando e protestando contra a nomeação do ex-presidente da Petrobrás Henri Reichstul para a Câmara de Gestão. “Quando tomamos ciência da composição da Câmara de Políticas de Gestão criada por Vossa Excelência ficamos contrariados. Não há dúvida de que todos os membros indicados são conhecidos da sociedade, assim como não há dúvidas de que todos eles estavam comprometidos com as privatizações e com o conceito de que Estado eficiente é Estado mínimo, adotado pelos sucessivos governos em nosso país, nos anos 90 e início dos anos 2000”, diz trecho da carta. 
Segundo a FUP, o caso de Reichstul é paradigmático: “Sua gestão na Petrobrás foi marcada pelo sucateamento e tentativa de privatização da empresa. Entre 1999 e 2001, durante a administração Reichstul, 76 petroleiros morreram em acidentes de trabalho e a empresa protagonizou 29 grandes acidentes ambientais, entre eles os vazamentos na Baía de Guanabara e no rio Iguaçu no Paraná”, sublinha a entidade.  “O afundamento da P-36, com a morte de 11 trabalhadores, e a encomenda da nova marca da empresa, que ao apagar das luzes do ano 2000, quase virou Petrobrax – fato este criticado por Vossa Excelência em diversos momentos da campanha eleitoral - foram outros dois episódios que marcaram a gestão Reichstul”, acrescenta.
“Henri Reichstul só não privatizou a estatal porque os trabalhadores, organizados nacionalmente pela FUP, resistiram com muita mobilização. Se Reichstul ainda fosse o presidente da Petrobrás, o PAC não existiria, pois ele jamais concordaria em investir no fortalecimento do Estado e em projetos de desenvolvimento nacional. O pré-sal, então, já estaria entregue às multinacionais há muito tempo”, continua a correspondência endereçada à Dilma.
Reivindicando uma discussão pública sobre a Câmara de Gestão, “a FUP e seus sindicatos, portanto, repudiam veemente a participação de Henri Reichstul em um órgão de aconselhamento presidencial”.

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