A um ano das eleições municipais, o processo sucessório em Camaçari vai de vento em popa. O prefeito Luiz Caetano (PT) escolheu seu candidato: Ademar Delgado (PT), seu coordenador de campanha e presença ativa no seu governo, nas duas gestões. A indicação despertou a reação dentro do partido, traduzida na indicação do deputado estadual Bira Corôa (PT). Nesta quinta, 27, Delgado não foi localizado pela reportagem, que, por meio da sua assessoria, buscou contato desde a semana passada. Na base aliada, pelo menos mais cinco pré-candidaturas ameaçam as pretensões de Caetano, enquanto a oposição, com mais meia dúzia de candidatos, promete fortalecer uma candidatura única. O ex-prefeito José Tude (PRP) não confirma se disputará.
“É cedo para decidir. Prefiro observar a movimentação dos partidos, especialmente da oposição”, afirma. “O poder econômico em Camaçari é grande e, assediadas, as pessoas fraquejam”, diz Tude. Mas líderes da oposição mostram confiança no bloco. “Estamos fortalecendo essa unidade”, garante o ex-prefeito Helder Almeida, presidente municipal do Democratas (DEM). Almeida faz parte do grupo oposicionista de aspirantes à prefeitura, também formado por Maurício Bacelar, presidente do PTN no município, Oswaldino Marcolino, presidente do PMDB municipal, a vice-prefeita Tereza Giffoni (PSDB), e o presidente do PRP em Camaçari, Marco Antônio.
Para a oposição, a divisão na base é sinal de fragilidade. “Além do descontentamento da população, o prefeito enfrenta a rejeição ao seu candidato”, afirmou Marcolino. “Caetano acha que, como Lula, elegerá um desconhecido. Mas não tem prestígio para isso”, provocou.
“Delgado é a única pessoa em que o prefeito confia. São várias as baixas. O presidente da Câmara, Zé de Elísio, sai candidato. Waldy Freitas, secretário de Turismo, também. Kleber Alves, de Agricultura e Pesca, migrou para o PRTB. O PRB lançou a candidatura do Bispo Jair”, diz. Além desses, são também pré-candidatos da base aliada o vereador Alfredo Andrade (PSB) e Antônio Cotrim (PCdoB). “O grupo aumenta e reduz na medida em que o prefeito trabalha para cooptar adesões ao seu projetosucessório. Já a oposição está mais unida que nunca”, afirma o presidente do PMDB municipal. Os aliados do prefeito negam a divisão da base aliada. O secretário de Turismo, Waldy Freitas, justifica a candidatura como uma decisão nacional do seu partido. “Teremos candidatos a prefeito e vice nos municípios com mais de 50 mil habitantes”, ressalta. “Será candidato quem tiver mais fôlego para chegar à final”, prevê.
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