
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, felicitou a oposição no início da madrugada desta segunda-feira (8) por reconhecer "a verdade" de sua vitória nas eleições do domingo. Chávez foi eleito com mais de 54% dos votos, garantindo mais seis anos de poder. Seu rival, Henrique Capriles, recebeu quase 45% dos votos.
O mandatário ainda fez um convite a seus adversários ao diálogo em seu discurso de vitória.
"Felicito o dirigente opositor porque reconheceu a verdade, reconheceu a vitória do povo", disse Chávez, no Balcão do Povo do Palácio de Miraflores, proclamando seu convite à oposição "ao diálogo, ao debate e ao trabalho conjunto".
A presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, informou às 23h30 de ontem (hora de Brasília) que Chávez obteve nas urnas 7.444.082 votos (54,4%), contra 6.151.544 de votos (44,97%) de seu rival, o líder opositor Henrique Capriles, com 90% das cédulas de votação apuradas.
O CNE também informou que a participação na eleição foi de 80,94%, a mais alta da história recente da Venezuela.
Essa foi a votação mais apertada para o venezuelano. Sua primeira vitória presidencial foi em 1998, quando subiu ao poder com uma margem folgada: 56,2% a 43,8%.
Na disputa presidencial seguinte, em 2000, a primeira sob a atual constituição, que confere mandato de seis anos, Chávez ampliou sua vantagem, derrotando o candidato Francisco Arias por 59,7% a 37,5%.
Em 2006, o líder bolivariano conquistou sua maior vantagem eleitoral: 62,8% a 36,9%, contra o opositor Manuel Rosales.
Comemoração e promessas
EM seu discurso de vitória, Chávez prometeu aprofundar a autodenominada revolução socialista que resultou numa polarização sem precedentes do país membro da Opep.
Dezenas de milhares de eleitores de Chávez em êxtase lotaram as ruas ao redor do palácio presidencial, no centro de Caracas, com os punhos erguidos e gritando o nome de Chávez.
O novo mandato de seis anos permitirá a Chávez consolidar o controle sobre a economia da Venezuela, possivelmente por meio da extensão de uma onda de nacionalizações, e continuar seu apoio a aliados de esquerda na América Latina e em todo o mundo.
"Na verdade, essa tem sido a batalha perfeita, uma batalha democrática", disse Chávez da varanda do palácio na noite de domingo, segurando uma réplica da espada do herói da independência Simon Bolívar.
— A Venezuela vai continuar no caminho do socialismo democrático e bolivariano do século 21.
A reeleição foi uma vitória extraordinária para um líder que apenas alguns meses atrás temia por sua vida enquanto lutava para se recuperar de um câncer..
Eleitores de Chávez pingando de suor se esforçavam para ter um vislumbre do presidente da rua abaixo do palácio, dançando e bebendo rum. "Chávez, o povo está com você!", gritavam.
A vitória foi consideravelmente mais magra do que a anterior, por 25 pontos percentuais em 2006, refletindo a crescente frustração com a incapacidade do governo de resolver problemas como a criminalidade, blecautes e corrupção.
Em resposta a essas críticas, Chávez disse que estaria mais focado em seu novo mandato, que terá início no dia 10 de janeiro.
— Hoje começamos um novo ciclo de governo, no qual temos de responder com maior eficácia e eficiência às necessidades do nosso povo. Eu prometo que vou ser um presidente melhor.
Um tenente-coronel aposentado, que ganhou fama inicialmente com uma tentativa de golpe que falhou em 1992, Chávez tornou-se o principal provocador anti-EUA da América Latina, criticando Washington enquanto se aproxima de adversários norte-americanos, incluindo Cuba, Síria e Irã.
O boom do petróleo de uma década rendeu-lhe dezenas de bilhões de dólares para investimentos sociais no país membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que vão desde clínicas de saúde gratuitas a complexos de apartamentos recém-construídos, ajudando-o a construir uma forte base de seguidores entre os pobres.
Depois de sua vitória no domingo, Chávez poderia ordenar novas nacionalizações em alguns setores da economia que ainda estão em grande parte intactos, incluindo a indústria de alimentos, bancos e saúde. Ele tirou proveito da vitória esmagadora em 2006 para ordenar as aquisições nos setores de telecomunicações, eletricidade e petrolíferas.
Dezenas de milhares de eleitores de Chávez em êxtase lotaram as ruas ao redor do palácio presidencial, no centro de Caracas, com os punhos erguidos e gritando o nome de Chávez.
O novo mandato de seis anos permitirá a Chávez consolidar o controle sobre a economia da Venezuela, possivelmente por meio da extensão de uma onda de nacionalizações, e continuar seu apoio a aliados de esquerda na América Latina e em todo o mundo.
"Na verdade, essa tem sido a batalha perfeita, uma batalha democrática", disse Chávez da varanda do palácio na noite de domingo, segurando uma réplica da espada do herói da independência Simon Bolívar.
— A Venezuela vai continuar no caminho do socialismo democrático e bolivariano do século 21.
A reeleição foi uma vitória extraordinária para um líder que apenas alguns meses atrás temia por sua vida enquanto lutava para se recuperar de um câncer..
Eleitores de Chávez pingando de suor se esforçavam para ter um vislumbre do presidente da rua abaixo do palácio, dançando e bebendo rum. "Chávez, o povo está com você!", gritavam.
A vitória foi consideravelmente mais magra do que a anterior, por 25 pontos percentuais em 2006, refletindo a crescente frustração com a incapacidade do governo de resolver problemas como a criminalidade, blecautes e corrupção.
Em resposta a essas críticas, Chávez disse que estaria mais focado em seu novo mandato, que terá início no dia 10 de janeiro.
— Hoje começamos um novo ciclo de governo, no qual temos de responder com maior eficácia e eficiência às necessidades do nosso povo. Eu prometo que vou ser um presidente melhor.
Um tenente-coronel aposentado, que ganhou fama inicialmente com uma tentativa de golpe que falhou em 1992, Chávez tornou-se o principal provocador anti-EUA da América Latina, criticando Washington enquanto se aproxima de adversários norte-americanos, incluindo Cuba, Síria e Irã.
O boom do petróleo de uma década rendeu-lhe dezenas de bilhões de dólares para investimentos sociais no país membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que vão desde clínicas de saúde gratuitas a complexos de apartamentos recém-construídos, ajudando-o a construir uma forte base de seguidores entre os pobres.
Depois de sua vitória no domingo, Chávez poderia ordenar novas nacionalizações em alguns setores da economia que ainda estão em grande parte intactos, incluindo a indústria de alimentos, bancos e saúde. Ele tirou proveito da vitória esmagadora em 2006 para ordenar as aquisições nos setores de telecomunicações, eletricidade e petrolíferas.
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