quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Advogado se queixa de riso de Barbosa ao discutir punição de réu

O advogado do publicitário Ramon Hollerbach, um dos sócios de Marcos Valério, criticou nesta quinta-feira (25), durante o intervalo da sessão do julgamento do mensalão, a atitude do relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, que riu durante uma discussão no plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a punição a ser aplicada ao réu.

No início da sessão dedicada ao cálculo da pena, Hermes Guerrero, defensor de Hollerbach, pediu que o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, lesse voto do ex-ministro Cezar Peluso (que deixou o tribunal em setembro) logo após a voto de Barbosa. Guerrero ressaltou que o ministro aposentado havia fixado a pena mínima em relação às acusações contra o sócio de Valério.
Neste momento, Barbosa interveio: "É, e que, no mínimo, conduzirá à prescrição", disse, emendando em seguida um breve gargalhada. O ministro Marco Aurélio Mello, então, rebateu o colega de tribunal: "Não importa o resultado da pena. As consequências não importam". Barbosa reagiu: "Vamos ver".
Para o criminalista, a risada do relator foi "um desrespeito à lei e à Justiça". "É inadmissível um advogado dar uma gargalhada no plenário. Da mesma forma, não cabe a um juiz dar gargalhadas no recinto de votação", observou Guerrero.
Joaquim Barbosa informou que irá consultar o ministro sobre a crítica após o
final da sessão desta quinta.
Guerrero ressaltou que o preocupa o comportamento do relator do mensalão, que foi eleito para suceder Ayres Britto na presidência da Suprema Corte. Para o criminalista, nenhum magistrado pode rejeitar uma pena específica para evitar a prescrição do crime.
"O homem é o estilo, e o estilo é o homem. Como foi o futuro presidente que falou, temos de respeitar", ironizou o advogado de Hollerbach.

Penas severas
O advogado de Ramon Hollerbach também reclamou das propostas de punição definidas contra o cliente dele na primeira parte da sessão desta quinta. Até o intervalo, a pena do sócio de Valério já acumulava 14 anos, 3 meses e 20 dias de prisão, além de 650 dias-multa, que totalizam R$ 1,634 milhão.
"Ramon (Hollerbach) não deveria ter sido condenado, mas não cabe mais discutir isso. Na minha avaliação, ele deveria ter pego penas mínimas em tudo. As penas estão muito severas", afirmou o criminalista.

Site em homenagem 'lança' Joaquim Barbosa a presidente da República

No ar desde 8 de outubro, um site criado por um grupo de três jornalistas do Rio de Janeiro vem chamando a atenção na rede por "lançar" a candidatura do ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa à Presidência da República para as eleições de 2014.
Sob o slogan "Somos brasileiros que acreditam que o Brasil só achará seu caminho com um presidente sério", o site, que usa o endereço joaquimbarbosapresidente.com.br, traz biografia, fotos, charges e dezenas de depoimentos elogiosos ao relator do mensalão.
Há também um link para que o usuário baixe a imagem de um adesivo típico de campanha eleitoral, com os dizeres "Joaquim Barbosa presidente 2014".
Reprodução da página inicial do site de homenagem a Joaquim Barbosa (Foto: Reprodução/joaquimbarbosapresidente.com.br)Reprodução da página inicial do site de homenagem ao relator do processo do mensalão no STF (Reprodução/joaquimbarbosapresidente.com.br)

Em conversas informais, o ministro já descartou entrar para a política. Diz que aceita as manifestações de carinho, mais frequentes desde o início do julgamento do mensalão, mas reitera que não considera nem leva a sério pedidos para se candidatar a cargos públicos.
Idealizadora do site, a jornalista Renata Maia, 29 anos, sabe disso. Mesmo assim, diz que a intenção foi fazer uma homenagem ao magistrado, que, para ela, "não tem medo de falar o que pensa".
"A galera da nossa geração não tem referência na área política, nem na jurídica. E a gente quer mostrar para ele o quanto se tornou uma referência para toda a juventude, e até também para as pessoas mais velhas. É uma homenagem a um brasileiro que dá orgulho", diz a jornalista.
Há menos de 20 dias na rede, o site já recebeu mais de 23 mil visitantes, com 181 mil visualizações -- o recorde foi registrado nesta quinta, com 38 mil visualizações, segundo a agência de comunicação que montou o site.

Renata diz que teve a ideia junto com mais dois colegas de trabalho, dentro da rádio em que trabalham no Rio, a partir da indignação de ouvintes com escândalos de corrupção e má qualidade no serviço público. Para ela, Barbosa se tornou um "ícone", "símbolo" e "referência" pela atitude de "revolta" demonstrada no julgamento.

"A corrupção, o mensalão, é uma coisa que revolta e você vê nele a revolta de todos os brasileiros. É o único que mostra essa revolta", afirma. Renata diz que é apartidária e reforça que fez o site sem pretensão de prejudicar nem favorecer nenhum candidato ou partido nas eleições deste ano – daí, o cuidado de lançá-lo após a definição eleitoral no Rio.
'Enérgico'
Ela também admira o estilo "enérgico" do ministro, demonstrado em intensos embates com outros colegas no STF durante o julgamento, mas diz acreditar que ele seria mais moderado num cargo de liderança.
"Tudo bem que ele tem um jeito enérgico, mas na verdade, o povo brasileiro é assim. Todo mundo tem vontade de falar o que pensa. Claro que algumas vezes gera uma consequência desagradável. Se fosse para o lado político, iria tentar se conter um pouco mais. Como presidente do STF, vai ter uma postura menos enérgica", aposta a admiradora.
Joaquim Barbosa assume o comando da corte no próximo dia 22 de novembro.
Pela Constituição, o cargo é o quarto na linha sucessória da Presidência. Caso se ausentem do país a presidente, o vice, e os presidentes da Câmara e do Senado, assume a República o presidente do STF.

Supremo pode terminar julgamento do mensalão com nove ministros

O julgamento do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) não deve terminar antes da aposentadoria do atual presidente da corte, ministro Carlos Ayres Britto, no próximo dia 18 de novembro. Nessa data, Britto completa 70 anos, idade com a qual os ministros são aposentados compulsoriamente.
Com isso, o Supremo deverá concluir o julgamento com nove dos 11 ministros, já que a vaga de Cezar Peluso, que se aposentou em agosto, ainda não foi preenchida. O substituto, Teori Zavascki, ainda não teve a indicação votada pelo plenário do Senado.
Na próxima semana, o julgamento será suspenso em razão de uma viagem do relator para tratamento de saúde. Por isso, as sessões serão retomadas somente em 7 de novembro
Assim, antes da aposentadoria de Britto, serão realizadas mais quatro sessões de julgamento do mensalão (7, 8 12 e 14 de novembro) – as sessões ocorrem às segundas, quartas e quintas. Dia 15, que é uma quinta-feira, é feriado da Proclamação da República.
Nas três sessões desde o início da fase de dosimetria (fixação do tamanho das penas), na última segunda (22), os ministros estipularam a punição de apenas um réu, Marcos Valério, condenado como o operador do esquema do mensalão. Eles também começaram a definir a pena de Ramon Hollerbach, ex-sócio de Valério.
Ainda faltam, no entanto, a conclusão do caso de Hollerbach e a definição das penas dos outros 23 condenados.
A interlocutores, o presidente da corte já admite que o julgamento não será concluído antes de sua aposentadoria.
Ele poderá deixar pronto o restante do voto, como fez o ex-ministro Cezar Peluso ao se aposentar. Mas a tendência é de que Britto não queira participar sem estar presente aos debates.
No início do julgamento, em 2 de agosto, a composição do tribunal estava completa, com 11 ministros. No fim de agosto, Peluso se aposentou ao completar 70 anos.
Depois disso, a presidente Dilma Rousseff indicou o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Teori Zavascki para a vaga. Ele já teve o nome aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e ainda precisa passar pelo plenário.
Durante a maior parte do julgamento, a corte ficou com dez ministros, o que levou a sete empates no julgamento – os réus foram absolvidos nos casos em que houve empate. Com a saída de Britto, o tribunal terminará o julgamento com nove ministros.
O novo presidente do Supremo será o relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, que tomará posse no dia 22 de novembro. Barbosa será o primeiro negro a ocupar o comando do tribunal. O vice-presidente da corte será o ministro Ricardo Lewandowski, revisor da ação penal do mensalão. Os dois protagonizaram diversos embates durante o julgamento do mensalão.
Data da aposentadoriaSegundo a assessoria do tribunal, Ayres Britto decidiu se manter à frente do Judiciário até o último dia possível.
A Constituição determina que os servidores públicos têm de se aposentar, compulsoriamente, aos 70 anos. No Supremo, contudo, os magistrados costumam deixar a corte antes da data-limite, na chamada aposentadoria antecipada, para terem direito aos reajustes concedidos aos ministros da ativa durante a aposentadoria.
Segundo a assessoria do STF, se os magistrados optam pela aposentadoria compulsória, os rendimentos são calculados com base na média dos últimos salários. Geralmente, a aposentadoria antecipada (mesmo que em um dia) se mostra mais interessante financeiramente para os ministros.
Ayres Britto, no entanto, usará um precedente aberto pelo ex-ministro Maurício Corrêa, que comandou o STF de junho de 2003 a maio de 2004, para deixar a chefia do Judiciário no dia final e ainda receber conforme os reajustes e não pela média dos salários.
Como o aniversário de Britto, neste ano, cairá em um domingo, ele irá solicitar a aposentadoria na sexta-feira anterior, sendo que o ato será publicado no "Diário Oficial da União" somente na segunda-feira. Com esse recurso, Ayres Britto continuará respondendo pelo Supremo até o dia de seu aniversário.
Maurício Corrêa também completou o aniversário de 70 anos em um domingo e se manteve na presidência do STF até o final de semana, tendo, oficialmente, se aposentado de forma antecipada, informou a assessoria da corte.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Polícia Militar e Policia Civil ganha mais 250 viaturas


patrulhamento, a investigação e a perícia técnica, realizados pela polícia baiana, contam a partir desta sexta-feira (19) com mais 250 viaturas para servir à capital e ao interior. Elas foram entregues no Jardim de Alah, em Salvador, e a solenidade contou com a presença do governador Jaques Wagner, do secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alfredo Castro, e do delegado-geral da Polícia Civil, Hélio Jorge.

Os veículos entregues representam a primeira parte de um total de 589 viaturas adquiridas pelo Estado. Neste lote, 117 serão para a Polícia Militar, 110 para a Polícia Civil e 23 para o Departamento de Polícia Técnica. O investimento na melhoria das condições de trabalho na segurança faz parte das ações do programa Pacto pela Vida.

Nos últimos seis anos, o Estado incorporou às forças policiais 2.928 viaturas e renovou o contrato de locação de mais 700, além de adquirir dez bases comunitárias móveis. “Temos investido em equipamentos e qualificação para que a polícia possa ter condições cada vez melhores de combater a criminalidade e dar segurança à população. Por isso estão aí as bases comunitárias e todos os investimentos que fazemos”, disse Wagner.

Lúcio Vieira Lima

Lúcio Vieira Lima
 
"Como a campanha dele já está perdida, Pelegrino vê em Da Luz a luz no fim do túnel. Agora, em vez de Tom e Jerry é Bibo Pai e Bob Filho."

Presidente estadual do PMDB, aliado de ACM Neto (DEM), sobre o apoio do PRTB ao PT no segundo turno da eleição para prefeito de Salvador.

Campanhas anunciam presença de Dilma e Lula em comícios do PT

As campanhas dos candidatos do PT em Campinas e São Paulo anunciaram a presença da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste sábado em comícios dos candidatos Márcio Pochmann (Campinas) e Fernando Haddad (São Paulo).

A Secretaria de Comunicação da Presidência não presta informações sobre compromissos partidários e não confirmou a participação da presidente. A assessoria de imprensa de Lula informou que ele comparecerá.

De acordo com as assessorias das campanhas, Dilma vai participar, ao todo, de quatro comícios nos próximos quatro dias.

Nesta sexta (19), há previsão de ela viajar às 17h para Salvador, para participar de comício ao lado do candidato Nelson Pelegrino (PT), que disputa o segundo turno com ACM Neto (DEM). O comício está previsto para as 19h, no bairro Cajazeiras.

Para segunda-feira (22), a campanha de Vanessa Grazziotin (PCdoB) anuncia a presença da presidente em comício. A candidata disputa o segundo turno da eleição municipal contra o tucano Arthur Virgílio.

No comício de São Paulo, estarão presente o deputado Gabriel Chalita (PMDB), quarto colocado na disputa do primeiro turno, e o vice-presidente da República, Michel Temer. A presença dos peemebedistas foi confirmada por Temer nesta semana.

Lula

O ex-presidente Lula terá uma agenda cheia até a próxima quinta-feira, três dias antes da votação. Serão 11 cidades visitadas em sete dias.

De sexta (19) a segunda-feira (22), ele irá a Santo André, Mauá, Campinas, São Paulo, Diadema e Guarulhos, todas no estado de São Paulo.

Na terça-feira, Lula chegará ao Nordeste, onde participará das campanhas em Fortaleza (CE) e em João Pessoa (RN). No dia seguinte, seguirá para Salvador (BA) e ainda para Cuibá (MT). Na quinta-feira, ele voltará a São Paulo para pedir votos em Taubaté.

Aliança federal e ataques a Wagner dão tom de eleição dura em Salvador

Depois de terminarem praticamente empatados no primeiro turno das eleições em Salvador, Nelson Pelegrino (PT) mantém a aposta no apoio da presidente Dilma Rousseff enquanto seu adversário, ACM Neto (DEM), centra fogo no mal avaliado governo estadual do petista Jaques Wagner para vencer a disputa pela prefeitura.
Com uma diferença a favor de ACM Neto de pouco mais de 5 mil votos, num universo de quase 2 milhões de eleitores, a disputa segue em alta tensão. Os petistas fazem críticas ao carlismo, do qual o candidato do DEM é herdeiro, já a campanha de ACM Neto bate em Wagner ao mesmo tempo em que usa o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal para atacar o PT.
Em comum, os dois candidatos só têm o fato de querer distância do impopular prefeito, João Henrique Carneiro (PP).
Para a campanha petista, o alinhamento entre as três esferas de governo seria o grande trunfo de Pelegrino para "salvar" a capital baiana.
"Nelson é o único que tem força para realizar por Salvador. Neto não tem força política para viabilizar um projeto para a terceira maior cidade do país, com o nível de endividamento que Salvador tem, sem articulação política no âmbito nacional", argumentou a senadora Lídice da Mata (PSB), ex-prefeita da capital baiana e integrante da coordenação de Pelegrino.
Um exemplo desse alinhamento é a esperada participação de Dilma em comício na sexta-feira no maior bairro popular da capital baiana.
Para se contrapor ao apoio da presidente, o candidato do DEM, que no início da disputa defendia que "Salvador tem de andar com os próprios pés", agora usa a aliança com o PMDB baiano no segundo turno para dizer que o partido que tem o vice-presidente da República, Michel Temer, lhe dará uma "ponte para Brasília".
Mas se o PMDB baiano decidiu apoiar ACM Neto, o candidato do partido no primeiro turno, o ex-prefeito Mário Kertész, que ficou em terceiro lugar, com 9,43 por cento dos votos válidos, pediu desligamento da legenda para apoiar Pelegrino.
ESTADO, MENSALÃO E CARLISMO
A estratégia central do DEM, no entanto, continua sendo as críticas ao governo Wagner, especialmente na área de segurança pública.
"O governador Jaques Wagner é um helicóptero para carregar, sem motor", disse o coordenador da campanha de ACM Neto, o ex-deputado federal José Carlos Aleluia. "A Bahia tem perdido protagonismo, importância e tem se tornado um dos Estados mais violentos... Jaques Wagner é a prova de que o alinhamento não traz benefícios para a população."
O mensalão também tem entrado na campanha do DEM, especialmente para mostrar o papel de ACM Neto que, como deputado, foi um dos protagonistas da CPI que investigou o escândalo.
Herdeiro do modo de fazer política e do patrimônio político de seu falecido avô, o senador Antônio Carlos Magalhães, ACM Neto busca se beneficiar do carlismo que dominou a política baiana por décadas. Já Pelegrino tenta colar no adversário aspectos negativos das práticas que dominaram o Estado no período em que ACM dava as cartas.
"O carlismo ainda é forte na Bahia. Apesar de muito longe do que era no auge do domínio do ACM, ainda tem um eleitorado seguidor do carlismo", disse Ricardo Ribeiro, analista político da MCM Consultores Associados.
Falando com a Reuters, a ex-prefeita Lídice da Mata, no entanto, procurou minimizar o impacto do carlismo. "A interferência que tinha que ter, teve no primeiro turno."
A campanha petista tem buscado associar uma eventual eleição de ACM Neto à volta do carlismo e a um "retrocesso" na política da cidade. Um dos motes é afirmar que "antes a Bahia tinha dono, agora não tem".
A herança carlista, entretanto, não é rejeitada pelo campo de ACM Neto. "O Neto é diferente de Antônio Carlos. É uma nova pessoa com novas ideias, num novo tempo", disse Aleluia. "Mas nós temos que nos orgulhar, porque a Bahia no tempo de Antônio Carlos era muito melhor do que a Bahia de hoje."
Para Joviniano Neto, professor de ciência política da Universidade Federal da Bahia, a associação de ACM Neto ao avô pode ser benéfica para o candidato do DEM, especialmente em um momento em que a população mostra grande insatisfação, especialmente com a segurança pública.
"No imaginário popular há a imagem que na época dele (ACM) se enfrentava os bandidos com violência. Que na época dele, bandido não medrava, não se criava", disse Joviniano.
"A imagem de força, de centralização das decisões, o ACM Neto está usando. Isso é parte da marca. Parte da marca também é a competência gerencial."
Sem pesquisas de Ibope e Datafolha divulgadas depois do primeiro turno das eleições, cada campanha canta vantagens na disputa. Mas os analistas ainda veem equilíbrio.
"Se for pensar em articulação, em organização de militância, Pelegrino tem vantagem. Mas o clima de insatisfação na cidade... fortalece um candidato que se apresenta como candidato de oposição", disse Joviniano.

Caetano Veloso diz que prefere ACM Neto para prefeito de Salvador


Caetano Veloso diz que prefere ACM Neto, mas não fala do mensalão
Caetano Veloso diz que prefere ACM Neto, mas não fala do mensalão
O cantor e compositor Caetano Veloso declarou sua preferência por ACM Neto para prefeito de Salvador após o show em homenagem a Ulysses Guimarães, realizado em Brasília, que lembrou os 20 anos da morte do ex-presidente nacional do PMDB. “Eu prefiro que ele ganhe. Logo eu, que passei a vida inteira me opondo ao avô dele”, disse Caetano em entrevista.
Questionado sobre assuntos políticos, como o julgamento do mensalão, Caetano não quis se pronunciar. “Estou acompanhando à distância. As pessoas estão fazendo o trabalho delas. Prefiro não me intrometer”, disse o cantor.
Antes da apresentação, o cantor e compositor Gilberto Gil também falou sobre política, dizendo-se favorável ao projeto de editais voltados para negros e para a produção de cultura afrobrasileira, anunciado recentemente pelo Ministério da Cultura. “Eu sempre fui a favor de todas as cotas. Penso que, se aplicadas de forma criteriosa, são um instrumento para diminuir desequilíbrios muito drásticos”, declarou o ex-ministro da Cultura (2003-2008) do governo Lula.

Justiça proíbe exibição de novela Av. Brasil.

A Justiça Eleitoral da Bahia deu parecer favorável nesta quinta-feira (18) à campanha do candidato do DEM à prefeitura de Salvador, ACM Neto, e proibiu que o petista Nelson Pelegrino exiba nessa sexta-feira (19) o último episódio da novela Avenida Brasil durante comício que contará com a participação da presidente Dilma Rousseff (PT).
O DEM entrou com a ação na última quarta-feira (17) após informações sobre a intenção da campanha de Pelegrino exibir o último capítulo da novela em telões durante o evento se tornarem públicas.
Segundo a juíza Ana Conceição Sanches Guimarães Ferreira, da 9ª zona eleitoral, a proibição ocorre porque o fato evidencia que o petista pretende utilizar-se para fins eleitorais das imagens de artistas da emissora e também do alto índice de audiência obtido pela novela.
Na sentença, a juíza solicitou reforço de homens da Polícia Militar e Federal durante o comício, e determinou que os telões sejam desligados e a aparelhagem de som seja apreendida e lacrada caso a campanha do petista descumpra a determinação legal.
O horário do comício havia sido antecipado para que não coincidisse com o da novela. Para evitar o esvaziamento do encontro, os organizadores se programaram para encerrar o evento às 20h30 e, computado um possível atraso, estarem apostos para exibir o "desfecho de Carminha" às 21h30.

Niemeyer está bem, mas ficará internado no fim de semana, diz hospital

O arquiteto Oscar Niemeyer, de 104 anos, vai permanecer internado durante o fim de semana, informou o Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira.
Segundo os médicos, Niemeyer ainda precisa de acompanhamento, apesar de seu quadro de saúde ser considerado estável.

"O arquiteto Oscar Niemeyer está lúcido, respira sem a ajuda de aparelhos e se alimenta normalmente", informou o boletim médico divulgado nesta sexta.

Um novo boletim será divulgado na segunda-feira, e familiares esperam que ele receba alta na próxima semana.

Niemeyer foi internado no último fim de semana, depois de passar mal e apresentar um quadro de desidratação.

O arquiteto esteve internado pela última vez no mesmo hospital em maio, quando deu entrada com desidratação e pneumonia. Depois de 16 dias, com passagem pela UTI, Niemeyer recebeu alta do hospital.

Dia da caça : Policial é preso após matar assaltante alegando legítima defesa

Ganhou repercussão no Facebook o caso de um policial rodoviário no Pará, que foi preso porque acabou matando um assaltante, mesmo justificando legítima defesa respaldado por depoimentos de testemunhas. No entanto, questões políticas estariam por trás da prisão dele.

O texto abaixo foi enviado ao Blog por um policial rodoviário de Petrolina, que achou pertinente levar a conhecimento da população. Confiram:

Há alguns dias acompanho o sofrimento de um verdadeiro guerreiro, um dos mais respeitados e capacitados policiais que tive o prazer de ser aluno. Ao ver um indivíduo apontando a arma para quatro adolescentes, cônscio do seu dever de intervir e prender aquele infrator que ameaçava a vida de outras pessoas deu voz de prisão ao mesmo, que reagiu, apontando a arma para o policial, mas o bandido acabou baleado e veio a falecer.

Logo após o colega chamou a polícia e o socorro médico. Fez todos os procedimentos corretos. Apresentou-se espontaneamente. Todas as testemunhas confirmaram a versão de legítima defesa. Entretanto, devido o criminoso ser correligionário do partido da prefeita de Santarém ( PA), que é promotora, acusaram-no de execução, mesmo que tudo que está nos autos aponte ao contrário.

Após duas trocas de delegado, encontraram um que cedesse às pressões político-sociais e indiciasse o policial por homicídio doloso. Ele ouviu todas as testemunhas novamente, pois a única saída para incriminar o Carlos André era que uma delas mudasse o seu depoimento, já que todas em seu primeiro testemunho disseram de forma uníssona e sem contradições que houve legítima defesa. O infrator estava com álcool no sangue e sua arma raspada tinha sido utilizada recentemente, como aponta a perícia.

Todas as provas apontam para a absolvição sumária do colega. Subitamente uma das testemunhas resolve mudar seu depoimento exatamente nos pontos que caracterizam a legítima defesa, como se tivesse sido assessorada. O delegado, em seu relatório, conclui que TODAS AS OUTRAS TESTEMUNHAS, MESMO MANTENDO SEUS DEPOIMENTOS A FAVOR DA LEGÍTIMA DEFESA E SEM CONTRADIÇÕES ESTARIAM MENTINDO E DEVERIAM SER INCRIMINADAS POR FALSO TESTEMUNHO, e que a prisão do Carlos André deveria ser convertida de temporária para preventiva, pois ele fugiu do distrito da culpa, mesmo tendo se apresentado espontaneamente ao delegado de Polícia Civil após o fato e não ter sido flagrado por legítima defesa e liberado, sendo recomendado pelos próprios policiais a se ausentar da região para preservar a sua vida.

Hoje ele está preso, como se fosse o criminoso o qual o abordou e que teve a coragem de intervir na sua prática delituosa. Quanta inversão de valores! Quanta injustiça!

Continuo tendo orgulho do que faço e da nobre missão que tenho. Profundamente decepcionado e envergonhado, entretanto, como cidadão que acreditava na Justiça e no Direito. Gostaria de falar a qualquer cidadão de bem que a qualquer momento pode ser abordado por criminosos e ter a sua vida subtraída pelos mesmos: sinto-me triste ao dizer que, há alguns dias atrás, se estivesse passando pela rua fora de meu serviço sem pestanejar agiria; infelizmente, não por falta de coragem, mas por simplesmente não saber se serei eu o preso depois de tudo, hoje, no mínimo, eu pensaria em tudo o que meu colega está passando. Essa “Justiça” vem fazendo que muitos policiais acabem acreditando que se eximir, infelizmente, é a melhor opção.

Que Deus ajude a todos, nós policiais, que, muitas vezes, só contam com o apoio de sua própria consciência

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Chávez felicita oposição por reconhecer sua vitória e a convida ao diálogo

venezuela, chávez, palácio miraflores, 700



O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, felicitou a oposição no início da madrugada desta segunda-feira (8) por reconhecer "a verdade" de sua vitória nas eleições do domingo. Chávez foi eleito com mais de 54% dos votos, garantindo mais seis anos de poder. Seu rival, Henrique Capriles, recebeu quase 45% dos votos.
O mandatário ainda fez um convite a seus adversários ao diálogo em seu discurso de vitória.
"Felicito o dirigente opositor porque reconheceu a verdade, reconheceu a vitória do povo", disse Chávez, no Balcão do Povo do Palácio de Miraflores, proclamando seu convite à oposição "ao diálogo, ao debate e ao trabalho conjunto".
A presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, informou às 23h30 de ontem (hora de Brasília) que Chávez obteve nas urnas 7.444.082 votos (54,4%), contra 6.151.544 de votos (44,97%) de seu rival, o líder opositor Henrique Capriles, com 90% das cédulas de votação apuradas.
O CNE também informou que a participação na eleição foi de 80,94%, a mais alta da história recente da Venezuela.
Essa foi a votação mais apertada para o venezuelano. Sua primeira vitória presidencial foi em 1998, quando subiu ao poder com uma margem folgada: 56,2% a 43,8%.
Na disputa presidencial seguinte, em 2000, a primeira sob a atual constituição, que confere mandato de seis anos, Chávez ampliou sua vantagem, derrotando o candidato Francisco Arias por 59,7% a 37,5%.
Em 2006, o líder bolivariano conquistou sua maior vantagem eleitoral: 62,8% a 36,9%, contra o opositor Manuel Rosales.
Comemoração e promessas
EM seu discurso de vitória, Chávez prometeu aprofundar a autodenominada revolução socialista que resultou numa polarização sem precedentes do país membro da Opep.

Dezenas de milhares de eleitores de Chávez em êxtase lotaram as ruas ao redor do palácio presidencial, no centro de Caracas, com os punhos erguidos e gritando o nome de Chávez.

O novo mandato de seis anos permitirá a Chávez consolidar o controle sobre a economia da Venezuela, possivelmente por meio da extensão de uma onda de nacionalizações, e continuar seu apoio a aliados de esquerda na América Latina e em todo o mundo.

"Na verdade, essa tem sido a batalha perfeita, uma batalha democrática", disse Chávez da varanda do palácio na noite de domingo, segurando uma réplica da espada do herói da independência Simon Bolívar.

— A Venezuela vai continuar no caminho do socialismo democrático e bolivariano do século 21.

A reeleição foi uma vitória extraordinária para um líder que apenas alguns meses atrás temia por sua vida enquanto lutava para se recuperar de um câncer..

Eleitores de Chávez pingando de suor se esforçavam para ter um vislumbre do presidente da rua abaixo do palácio, dançando e bebendo rum. "Chávez, o povo está com você!", gritavam.

A vitória foi consideravelmente mais magra do que a anterior, por 25 pontos percentuais em 2006, refletindo a crescente frustração com a incapacidade do governo de resolver problemas como a criminalidade, blecautes e corrupção.

Em resposta a essas críticas, Chávez disse que estaria mais focado em seu novo mandato, que terá início no dia 10 de janeiro.

— Hoje começamos um novo ciclo de governo, no qual temos de responder com maior eficácia e eficiência às necessidades do nosso povo. Eu prometo que vou ser um presidente melhor.

Um tenente-coronel aposentado, que ganhou fama inicialmente com uma tentativa de golpe que falhou em 1992, Chávez tornou-se o principal provocador anti-EUA da América Latina, criticando Washington enquanto se aproxima de adversários norte-americanos, incluindo Cuba, Síria e Irã.

O boom do petróleo de uma década rendeu-lhe dezenas de bilhões de dólares para investimentos sociais no país membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que vão desde clínicas de saúde gratuitas a complexos de apartamentos recém-construídos, ajudando-o a construir uma forte base de seguidores entre os pobres.

Depois de sua vitória no domingo, Chávez poderia ordenar novas nacionalizações em alguns setores da economia que ainda estão em grande parte intactos, incluindo a indústria de alimentos, bancos e saúde. Ele tirou proveito da vitória esmagadora em 2006 para ordenar as aquisições nos setores de telecomunicações, eletricidade e petrolíferas.

PMDB e PSDB encolhem, e PT e PSB avançam em número de prefeituras


 

Desempenho dos partidos (Foto: Editoria de Arte / G1)
PMDB e o PSDB tiveram menos prefeitos eleitos em todo o país no primeiro turno deste ano, em comparação com as eleições municipais de 2008, enquanto o PT e o PSB ampliaram o número de prefeituras.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a quase totalidade dos votos apurados neste domingo (7), o PMDB manteve a liderança em relação ao número de prefeitos, 1.025 eleitos no primeiro turno entre todos os municípios brasileiros, mas encolheu em relação ao registrado na última eleição, quando conquistou 1.193 prefeituras no primeiro turno.
Nas capitais, o PMDB fez dois prefeitos: Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, e Teresa Surita, em Boa Vista.
Se consideradas apenas as maiores cidades do país (com mais de 200 mil eleitores), o PT, seguido do PSDB e PSB, foram os partidos que mais elegeram prefeitos no primeiro turno. Ao todo, o PT conquistou 8 das 33 maiores prefeituras que já tiveram o resultado decidido no primeiro turno, seguido do PSBD, com seis. Em seguida vem o PSB (com cinco prefeituras), o PDT, DEM e PMDB (todos com três municípios cada). Com um município estão PSD, PR, PC do B, PP, PTN e PV.
Mesmo se consideradas as três capitais em que candidatos do PMDB disputam o segundo turno - Campo Grande, Natal e Florianópolis - e as outras 13 cidades com mais de 200 mil eleitores que também têm representantes peemedebistas no segundo turno, o partido não atingirá o desempenho registrado no primeiro turno da eleição municipal passada. Considerando os dois turnos, o PMDB havia obtido mais de 1,2 mil prefeituras.
Assim como PMDB, o PSDB também perdeu em número de prefeitos - havia conquistado 787 municípios no primeiro turno de 2008 e agora foi vitorioso em 693 municípios no primeiro turno.
O partido tucano também não atingirá o mesmo resultado da eleição anterior, mesmo que eleja todos os oito que concorrem ao segundo turno nas capitais e mais outros nove que disputam o comando de cidades com mais de 200 mil eleitores.
Avanço
Dois partidos registraram incremento na quantidade de prefeitos: o PT, que elegeu 550 em 2008 e passou para 628 eleitos no primeiro turno deste ano, e o PSB, que conquistou 308 prefeituras no primeiro turno da última eleição e agora terá 436, sem contar o segundo turno.
Apesar de o PMDB ser o partido com mais prefeitos eleitos, a legenda mais bem votada foi o PT, que recebeu mais de 17,2 milhões de votos válidos em todo o país para o cargo de prefeito, o equivalente a 12,46% do eleitorado nacional. O PMDB foi o segundo colocado com 16,7 milhões de votos (12,07% do eleitorado).


O PSD, que participa da primeira eleição municipal desde sua criação, foi o quarto partido com melhor desempenho em número de cidades conquistadas: 494. O PSOL fez um único prefeito nestas eleições.
Votação por partido
O partido menos votado foi o PCO, com 4,2 mil votos, e não atingiu nem 1% dos eleitores do país.

domingo, 7 de outubro de 2012

Osni Cardoso (PT) é reeleito prefeito de Serrinha - Bahia.


Com 100% de apuração, candidato do PT obteve 59,26% dos votos válidos.
Entre as propostas de campanha, Osni deu prioridade à saúde, educação, segurança e agricultura.


Adriano Lima (PT do B) ficou em segundo lugar, com 14.203 votos, o que corresponde a 34,92% dos votos válidos.
A vitória de Osni mantém a sequência de administrações petistas na cidade de Serrinha - Bahia.
Osni liderou a corrida à prefeitura desde o início. Focando sua campanha nos investimentos feitos na cidade durante sua primeira gestão, como a chegada do Sac, CETEPS, Escola de Ciências e outros serviços para a população de Serrinha, além de obras de infraestrutura, o petista teve apoio da presidenta Dilma em campanhas publicitárias.
OSNI (PT) - 24.142 votos - 59,26%
ADRIANO LIMA (PT DO B) - 14.203 votos - 34,92%

LULU (PSC) - 1.224 votos - 3,01%

BATISTA DA SORVETERIA (PRB) 933 votos - 2,29%

BETO DA MINERAÇÃO (PSOL) - 171 votos - 0,42%

Votos Apurados - 51.784 (100,00%)
Brancos - 953 (2,14%)
Nulos - 3.004 (6,73%)
Abstenções - 7.154 (13,82%)

Coligação pede a impugnação de candidatura do prefeito de Alagoinhas


A Coligação "Alagoinhas pode mais", integrada pelo candidato do PT à Prefeitura, Joseildo Ribeiro Ramos, entrou com pedido de impugnação da candidatura do atual prefeito, Paulo Cezar Simões (PDT).
Um dos motivos alegados é o uso de veículo do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Alagoinhas (SAAE), de placa policial JOF 0609, flagrado transportando placas do candidato a vereador Luciano Almeida (DEM), e do prefeito e candidato à reeleição.
Paulo Cezar também é acusado de criar 106 funções gratificadas com validade de 90 dias, exatamente no período eleitoral, de realizar melhorias em ruas e localidades – a exemplo de tapa-buracos, pintura de meio fio, limpeza de bueiros – durante o dia, enquanto à noite promovia atos políticos nos mesmos locais como passeatas, caminhadas e comícios.
A série de irregularidades apontadas no pedido de cassação ainda revela um áudio onde o prefeito promete empregos durante discurso em ato político. “Quem for carpinteiro, pedreiro, me procure, me entregue seu curriculum, que a gente pode atender a necessidade dessas pessoas que estão aí desempregadas”. 

ACM Neto e Nelson Pelegrino buscam apoio para o segundo turno


Passada a primeira etapa, os candidatos afirmaram que vão entrar em uma rodada decisiva de conversas com os partidos em busca de apoios para a eleição do dia 27.
O discurso para o segundo turno de Nelson Pelegrino (PT) já está afinado com o restante da sigla e será pela luta por uma aliança com os candidatos que ficaram fora da disputa.
Apesar de não admitir abertamente, ele sinalizou a perspectiva de que os candidatos Mário Kertész (PMDB) e Márcio Marinho (PRB) façam uma adesão sem traumas ao seu projeto – o PMDB, porém, pode marchar em caminho diferente, com apoio ao candidato do DEM. “Vou procurar todos os candidatos, Mário Kertész, Márcio Marinho, Hamilton Assis e Da Luz, apresentar o nosso projeto e aguardar o retorno deles”.
Provocado diante do iminente uso do julgamento do mensalão no segundo turno, na campanha eleitoral pelos adversários, Pelegrino preferiu tangenciar e provocou ACM Neto. “O PSDB e o DEM não têm autoridade para falar sobre corrupção. Aqui na Bahia, todo mundo sabe quem primou pela moralidade”.
O candidato do DEM considerou o peso de um suposto apoio do PMDB. “É um partido muito importante, que tem uma liderança forte no nosso estado. Vou sentar com Geddel Vieira Lima, além de partidos e candidatos que não chegaram ao segundo turno e tentar evidentemente uma aliança”, ressaltou.
O democrata, porém, fez objeções a alguns possíveis elementos de negociação. “Eu não vou negociar cargos. Não vou discutir nenhuma barganha partidária, mas aqueles que quiserem sentar com a gente vão ser bem-vindos”, disse.
Demonstrando entusiasmo, Neto disse que sua grande aposta será o tempo igual de propaganda na televisão e no rádio. Ele minimizou a vinda da presidente Dilma Rousseff (PT) para o palanque de Pelegrino. “É muito normal que ela venha. A novidade é termos igualdade de tempo e honestamente tenho que me ajoelhar para o povo de Salvador que teve liberdade de escolher, mesmo diante das chantagens do PT”, afirmou. 

Mário Kertész avisa que encerrou vida política


O candidato Mário Kertész concedeu uma entrevista coletiva para falar sobre o resultado das eleições. O peemedebista falou acompanhado do ex-ministro Geddel Vieira Lima e do presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima.
Os três deixaram claro que qualquer decisão sobre apoio no segundo turno só será tomada depois de uma conversa entre eles, e que a decisão será única.
“Não existe a possibilidade de dissidência. Vamos nos reunir para definir que caminho seguiremos, sem agonia e sem pressa, juntos”, explicou Mário.
Geddel Vieira Lima reforçou o recado. “Nós,- Vieira Lima- e o PMDB, temos com Mário uma relação muito além da partidária, é uma relação fraterna, de grande amizade. A política se desacostumou a ter esse tipo de relação. O que existir será fruto de entendimento. Não há perspectiva de dissidência”, esclareceu Geddel.
Mário deixou claro que não vai seguir na política. “Não vou me candidatar a mais nada. Encerrei a vida política”, afirmou MK.
Mário Kertész disse que ficou satisfeito com a campanha, limpa e propositiva que apresentou à cidade, e deixou claro que volta para o rádio com uma visão ainda mais profunda de Salvador. “Visitei a cidade de ponta a ponta. Voltarei com a visão mais profunda e atualizada, de quem esteve em uma campanha. Foi muito positivo”.
O peedemebista garantiu que volta para a rádio Metrópole, para retomar seu papel de apresentador o mais breve possível. 

Disputas foram acirradas em Ilhéus e Itabuna


A disputa foi acirrada no recôncavo baiano. Com 39.733 votos (44,09%), o pepista Jabes Ribeiro foi eleito o novo prefeito de Ilhéus. O segundo lugar ficou com Carmelita (PT), que teve 33,08%, representando 29.805 votos, seguida de Jorge Luiz (PSOL), com 22,83%, o que corresponde a 20.570 votos.
Já em Itabuna, sul da Bahia, Vane do Renascer (PRB) derrotou o candidato a reeleição Capitão Azevedo (DEM), tornando-se o novo gestor da cidade com 41,62%. O democrata adquiriu 40,61%, enquanto Juçara Feitosa (PT) ficou com 15,36%.
Com inspiração assumida do programa de governo de 2008, do candidato a prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, Jabes Ribeiro garantiu dar continuidade aos projetos iniciados na cidade, assim como intensificar os festejos juninos no distrito de Olivença, aumentando o festejo para uma semana e desenvolver “políticas públicas para homens e mulheres”.
As críticas a atual gestão foram o principal foco de Vane do Renascer. Durante a campanha, o mais novo prefeito de Itabuna convocou a população itabunense para “mudança” garantindo não decepcionar a cidade, através de gestão competente e honesta. Em Ilhéus, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabilizou 9,29% de votos brancos e nulos, enquanto Itabuna apontou com 6,45%.

Ademar leva em Camaçari


A disputa foi acirrada, mas o PT levou a vitória. Com 49,42%, o que representa 55.680 votos, Ademar Delgado foi eleito prefeito de Camaçari, município com segunda maior arrecadação do Estado.
Como apontado nas pesquisas realizadas na cidade, o petista competiu diretamente com Maurício Bacelar, que ficou com 43,15%, o que corresponde a 48.610 votos. Zé de Elísio (PP) ficou com 6,33%, seguido de Aroldo da Loteria (PSOL) com 0,90%.
Com a coligação “Pra Fazer Muito Mais por Camaçari” Ademar Delgado apresentou uma série de propostas de governo para todas as áreas. Para a saúde, o petista garantiu reforma no Hospital Geral de Camaçari e criação dos Centros de Pediatria, Cardiologia e a Maternidade Municipal.
Na educação, Delgado ressaltou o Programa Camaçari Carinhoso, que vai ampliar as creches e construir novas unidades. Para a economia da cidade o novo prefeito prometeu fortalecimento, através da atração de novas indústrias.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram apurados 146.187 votos, sendo que houve 14,76 % de abstenção. No total foram registrados 4.200 votos brancos e 7.761 nulos.

DEM é vitorioso em Feira de Santana


O que já era esperado aconteceu. Após liderar na maioria das pesquisas para intenções de voto, o democrata José Ronaldo foi eleito o mais novo prefeito de Feira de Santana com 66,04%.
O petista Zé Neto ficou em segundo com 18,67%, seguido de Jhonatas (PSOL) com 9,21%. A apuração das urnas terminou às 21 horas, conforme informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No total, o novo prefeito recebeu 195.967 votos enquanto o petista ficou apenas com 55.337.
Segundo informações do TSE, a cidade com segundo maior colégio eleitoral do Estado apresentou 15,52% de abstenção, além de 14.072 votos nulos e 4.937 brancos.
A trajetória política do democrata, que já foi vereador, deputado estadual e federal e duas vezes prefeito de Feira de Santana, foi apontada como motivação para reconhecimento e aprovação popular.
Com a coligação “O Trabalho vai voltar”, que reúne 14 partidos (PTB, PMDB, PSL, PTN, PSC, PPS, DEM, PSDC, PHS, PMN, PV, PRP, PSDB, PT do B), José Ronaldo vai gerir Feira de Santana com a parceria do vice-prefeito, Luciano Ribeiro (PMDB).
De acordo com última pesquisa realizada na cidade, o democrata foi citado por 63% do eleitorado feirense como preferido nas intenções de voto. Assim como demonstrado no resultado final, o petista Zé Neto permaneceu no segundo lugar, com 16%. Já o terceiro lugar apresentou resultado inverso ao das pesquisas.
Nas intenções de voto, Jhonatas (Psol) apareceu em quarto lugar, porém nas apurações ficou em terceiro com 27.317 votos, seguido de Tarcízio Pimenta (PDT), com 18.100.
A avaliação feita pelo Ibope, a pedido da TV Subaé, entrevistou 504 eleitores entre os dias 24 e 26 de setembro, sendo que a maioria apontou preferência pelo candidato democrata.
Os eleitores que declaram intenção de votar em branco ou nulo somaram 4% das menções, e os indecisos ou que preferiram não responder somaram 6%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE), sob o protocolo Nº BA-00234/ 2012 e a margem de erro é de quatro pontos percentuais.
Em entrevista o novo prefeito garantiu que a primeira ação a ser realizada na cidade seria a recuperação de crédito para a prefeitura. “Primeiro vamos recuperar isso e fazer ações emergenciais como sujeira. Em seguida, partiremos para elaboração de projetos, junto a uma equipe técnica”, disse.
Para a saúde, apontada como principal problema da cidade, o democrata defende a ampliação do número de policlínicas, Programa Saúde da Família e leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) nos hospitais. Já para a cultura da cidade, Ronaldo aposta na intensificação dos projetos culturais, como os festivais de música e o calendário teatral. 

As grandes derrotas e vitórias do PT no 1°turno

São Paulo – A comemoração do petista Fernando Haddad, que chegou ao segundo turno na campanha à Prefeitura de São Paulo, mostra que reside na capital paulista e em Goiânia – onde um petista venceu no primeiro turno – as duas maiores vitórias do PT neste domingo. “Saímos de 3%. É uma trajetória significativa”, disse Haddad, depois de confirmados os seus 28,98% dos votos válidos.

Se o desempenho do ex-ministro da Educação, que passou toda a campanha em terceiro lugar, pode ser considerado uma mostra de força do ex-presidente Lula, as inúmeras derrotas em várias capitais pesam - e muito - na balança do partido (veja lista abaixo).
Hoje com sete prefeituras, o PT terá que vencer em todas as cidades onde disputa o segundo turno para manter o número.
Das derrotas, as mais relevantes são de Patrus Ananias, em Belo Horizonte, e de Humberto Costa, em Recife, ambos petistas importantes para o Palácio do Planalto.
Patrus foi Ministro do Desenvolvimento Social no governo Lula e o único a contar com a presença da presidente Dilma Rousseff em seu palanque, fora Haddad.
Já Humberto Costa, que havia recebido de Lula a garantia de apoio na campanha, ficou a ver navios, dando fim à invencibilidade petista que já durava três mandatos em uma das mais importantes capitais nordestinas.

Confira abaixo a cidade que o PT já levou nas eleições deste domingo, onde as campanhas ainda vão continuar por causa do segundo turno e onde os candidatos do partido perderam.
Onde venceuOnde vai estar no 2° turnoO que já perdeu
GoiâniaSão PauloBelo Horizonte
 SalvadorRecife
 Rio BrancoPorto Alegre
 CuiabáVitória
 João PessoaBelém
 FortalezaCampo Grande
  Natal
  Porto Velho
  Teresina
  São Luís

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

José Ronaldo segue com vantagem na disputa, mesmo com 13 pontos a menos na pesquisa ibope.


Ícone de exibição de joseronaldooficial
A TV Subaé, afiliada da Rede Bahia em Feira de Santana, divulgou nesta quinta-feira (27) a segunda pesquisasobre intenções de voto do município, realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE),entre os dias 24 e 25 de setembro.
 
 Em relação a pesquisa anterior, o candidato democrata José Ronaldo caiu de 76% para 63%. O candidato do PT, Zé Neto saiu de 8% para 16%. O atual prefeito de Feira de Santana, Tarcízio Pimenta (PDT), passou de 3%para 8%. Jhonatas Monteiro (PSOL), que na última pesquisa tinha 1% das intenções de voto, agora pontua com 3%. Brancos e nulos caíram de 5% para 4%, indecisos de 7% para 6%.
 
A pesquisa também perguntou em qual candidato o eleitor não votaria. Tarcízio Pimenta tem 50% de rejeição, seguido de Jhonatas Monteiro com 31%, Zé Neto com 24% e José Ronaldo com 12%. 3% dos eleitores ouvidos votariam em qualquer um dos candidatos. 9% não sabe ou não responderam.
 
Governo Municipal – Em relação a avaliação do governo municipal. 2% consideram ótima, 14% boa, 39% regular, 17% ruim e 24% consideram a administração municipal péssima. 3% não souberam responder ao questionamento.
 
Governo Estadual – Sobre a administração do governador Jaques Wagner, 6% consideram ótima, 27% boa, 36% regular, 11% ruim e 14% péssima. 8% dos entrevistados não responderam o questionamento.
 
A pesquisa ouviu 504 eleitores em Feira de Santana e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 00234/2012. A margem de erros é 4 pontos percentuais para mais ou para menos.