segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Incertezas de curto prazo têm ocultado o futuro promissor da Vale, diz BofA

SÃO PAULO – Presente na Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais) da Vale (VALE3VALE5) realizada na última sexta-feira (27), a equipe do Bank of America Merrill Lynch viu com bons olhos a mudança de perfil da gestão da mineradora. Ademais, ela ressaltou que os impactos negativos do noticiário recente tem ofuscado o longo prazo favorável da empresa, vendo uma boa oportunidade de compra das ações.
Desta forma, os analistas Felipe Hirai, Thiago Lofiego e Karel Luketic reiteraram a recomendação de compra para os papéis da empresa. "Em nossa visão, o sentimento pessimista dos investidores já está refletido nas ações e o desconto atual de 15% das ações em relação aos seus pares já propriamente refletem o risco dos litígios fiscais", escrevem os analistas do banco norte-americano.
Para eles, embora o aumento das preocupações à respeito do litígio fiscal tenha afetado negativamente a Vale nos últimos dias, os fundamentos da empresa continuarem intactos, reforçando o otimismo sobre o desempenho das ações. “Este fato já é pelo menos parcialmente refletido no preço dos papéis. No curto prazo, o CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) terá de julgar o recurso da Vale e embora não possamos prever o resultado do caso, as decisões do órgão em casos semelhantes favorecem a Vale”, ressaltam os analistas.
Mudança de comando e Carajás
A equipe do banco atesta que a Vale vem mudando desde a saída do antigo presidente da companhia, Roger Agnelli, tendo aumentado o foco em uma maior disciplina monetária, na execução de projetos e maior retorno a seus acionistas. “Ainda cremos em gargalos no curto prazo, com a questão de impostos, mas também acreditamos que os eventos positivos têm sido ignorados, uma vez que seus papéis continuam a ter uma performance abaixo de seus pares”, avalia o BofA.
A licença de operação obtida pela mineradora, na útlima quinta-feira (26), na área N5 Sul no complexo da Serra Norte, em Carajás, é uma grande conquista para a companhia, que desde 2002 não recebe uma licença na região. Os analistas avaliam que devido ao grande potencial, a mina deve contribuir para a produção de minério de ferro.

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