segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Por que jogamos fora produtos que ainda funcionam?

Você já parou para se perguntar por que tantos produtos eletro-eletrônicos que compramos parecem como os alimentos – com data de validade?
Acha um exagero essa pergunta? Então, responda apenas a mais um simples questionamento: qual foi a última vez em que você mudou de celular? A verdade é que nem preciso conhecê-lo para saber que essa resposta não passará de três anos.

Obviamente não estou falando apenas de celulares. O carro que você (ou sua família) possui, dificilmente, tem mais de 10 anos. Seu computador não é mais aquele Windows com Pentium 120 que a Microsoft vendia na década de 90 e o seu som não pega apenas toca-fita.

Sim, todos esses produtos mais antigos citados acima ainda funcionam (claro, com algumas limitações de recursos), mas não interessa mais a você e para quase nenhum consumidor. Eles, literalmente, não duram. E isso acontece por uma série de motivos que podemos resumir em um termo: a obsolescência ideológica.
Entenda
Desde que a publicidade ganhou força após as guerras mundiais e com a chegada da mídia televisiva, somos bombardeados por anúncios e campanhas todos os dias, tendo como consequência achar algo absolutamente natural o ato de consumir intensamente. O papel do marketing, da publicidade, das linhas de crédito facilitadas aos consumidores e até das táticas comerciais das empresas está pautada em construir essa "necessidade do novo".
Só para você ter ideia, a LG, Samsung e Nokia – juntas - fazem mais de 100 modelos de celulares/smartphones por ano. E provavelmente você, assim como eu, conhece pessoas que mudam de aparelho pelo menos duas a três vezes nesse mesmo período. São produtos que não satisfazem mais esse consumidor e, por isso, são trocados.
A verdade é que essa necessidade do novo está mais relacionada com uma questão ideológica do ser humano do que realmente ao rendimento do eletro-eletrônico em si. Todos nós queremos a tecnologia mais nova, o gadgets mais moderno e o aparelho de última geração. Esse desejo de ter "o melhor" acontece por acreditarmos que ele melhorará nosso rendimento, ou para continuarmos no grupo social que estamos inseridos ou por algum outro fator externo.
Mais sobre o assunto
Tive a oportunidade de aprofundar esse tema na matéria de capa da revista Administradores de fevereiro/março. Após um trabalho de quatro meses de apuração de fatos e dados descobri algumas faces bem interessantes provocadas pelo capitalismo moderno. Entre eles destacam-se a obsolescência programada, a ideológica e as consequências dela para a economia, sociedade e meio ambiente.
Caso o tema tenha despertado seu interesse, recomendo a leitura dessa reportagem intitulada:"Programados para acabar". O assunto, você gostando ou não, está completamente relacionado com a vida de todo o consumidor.

Incertezas de curto prazo têm ocultado o futuro promissor da Vale, diz BofA

SÃO PAULO – Presente na Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais) da Vale (VALE3VALE5) realizada na última sexta-feira (27), a equipe do Bank of America Merrill Lynch viu com bons olhos a mudança de perfil da gestão da mineradora. Ademais, ela ressaltou que os impactos negativos do noticiário recente tem ofuscado o longo prazo favorável da empresa, vendo uma boa oportunidade de compra das ações.
Desta forma, os analistas Felipe Hirai, Thiago Lofiego e Karel Luketic reiteraram a recomendação de compra para os papéis da empresa. "Em nossa visão, o sentimento pessimista dos investidores já está refletido nas ações e o desconto atual de 15% das ações em relação aos seus pares já propriamente refletem o risco dos litígios fiscais", escrevem os analistas do banco norte-americano.
Para eles, embora o aumento das preocupações à respeito do litígio fiscal tenha afetado negativamente a Vale nos últimos dias, os fundamentos da empresa continuarem intactos, reforçando o otimismo sobre o desempenho das ações. “Este fato já é pelo menos parcialmente refletido no preço dos papéis. No curto prazo, o CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) terá de julgar o recurso da Vale e embora não possamos prever o resultado do caso, as decisões do órgão em casos semelhantes favorecem a Vale”, ressaltam os analistas.
Mudança de comando e Carajás
A equipe do banco atesta que a Vale vem mudando desde a saída do antigo presidente da companhia, Roger Agnelli, tendo aumentado o foco em uma maior disciplina monetária, na execução de projetos e maior retorno a seus acionistas. “Ainda cremos em gargalos no curto prazo, com a questão de impostos, mas também acreditamos que os eventos positivos têm sido ignorados, uma vez que seus papéis continuam a ter uma performance abaixo de seus pares”, avalia o BofA.
A licença de operação obtida pela mineradora, na útlima quinta-feira (26), na área N5 Sul no complexo da Serra Norte, em Carajás, é uma grande conquista para a companhia, que desde 2002 não recebe uma licença na região. Os analistas avaliam que devido ao grande potencial, a mina deve contribuir para a produção de minério de ferro.

Sindicato pede reunião com Vale após morte de trabalhador no Canadá

Um funcionário do sindicato dos trabalhadores de siderúrgicas pediu para debater com a mineradora Vale questões de saúde e segurança após a morte de um empregado ontem na mina Coleman da companhia em Levack, Ontário (Canadá). O nome do funcionário não foi divulgado. Ele tinha 47 anos e trabalhava na empresa há dezesseis anos. Esse foi o segundo acidente fatal registrado durante as operações da Vale em menos de oito meses. Os operários Jason Chenier e Jordan Fram também morreram em junho do ano passado, quando foram atingidos por um desabamento na mina de Stobie, também no Canadá.
'Eu acho que o que nós precisamos faz é sentar na sala juntos - o sindicato e a Vale - e termos discussões sobre saúde e segurança e onde nós estamos e para onde precisamos ir, porque isso é inaceitável', afirmou Rick Bertand, presidente do sindicato local de Sudbury em uma entrevista à CBC News. 'Isso não pode continuar a acontecer.'
O Ministério do Trabalho do Canadá está investigando o incidente. A Vale afirmou que um trabalhador morreu após parte do mina desmoronar. As operações nas minas da Vale em Sudbury foram temporariamente suspensas.
Imagem arranhada
Pela primeira vez uma empresa brasileira ganhou inglório título de pior empresa por uma premiação criada desde 2000 pelas ONGs Greenpeace e Declaração de Bernia, a 'Public Eye People's'. O prêmio, também conhecido como o 'Oscar da Vergonha' foi anunciado durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.
Com cerca de 25 mil votos, a Vale venceu por uma diferença de menos de mil votos a Tepco, maior empresa de energia do Japão, responsável pela usinas nucleares de Fukushima no Japão. Também estavam na disputa ao título de pior empresa do mundo a mineradora americana Freeport, o grupo financeiro Barclay's, a empresa sul-coreana de eletrônicos Samsung e a suíça de agronegócios Syngenta.
A indicação da Vale foi feita por um grupo de instituições sociais e ambientalistas formado pela Rede Justiça nos Trilhos, a Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale, o International Rivers e a Amazon Watch.
No site da premiação, a indicação da mineradora era justificada por uma 'história de 70 anos manchada por repetidas violações dos direitos humanos, condições desumanas de trabalho, pilhagem do patrimônio público e pela exploração cruel da natureza'. Os organizadores condenam também o fato da Vale, em abril do 2011, ter comprado uma participação no Consórcio Norte Energia, responsável pela usina de Belo Monte, no Pará.
Na época em que foi escolhida como finalista, a Vale não se pronunciou sobre o assunto. A empresa se limitou a informar que disponibiliza anualmente um relatório de sustentabilidade no site da companhia na internet. Para 2012, a companhia prevê investir US$ 1,648 bilhão, sendo US$ 1,354 bilhão na proteção e conservação ambiental, e US$ 293 milhões em programas sociais. A cifra supera a estimativa feita para o ano passado, que era de US$ 1,194 bilhão.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Cidades da região sisaleira sem água

Devido a um vazamento em adutora que abastece Riachão do Jacuípe, Pé de Serra, Ichu, Candeal, Gavião, Nova Fátima, Valente, São Domingos, o fornecimento de água está interrompido temporariamente nestes municípios.

A Embasa inicia hoje o reparo no trecho de tubulação avariado. O abastecimento deve ser normalizado gradativamente a partir da madrugada do domingo, dia 8

Bahia lança revista neste domingo

Neste domingo (8), o departamento de marketing do Bahia realizará mais uma ação na capital baiana. Será o lançamento da Revista do Bahia. O projeto, promovido em parceria com a editora Tabuleiro e o jornal A Tarde, funcionará como um veículo de comunicação com o torcedor.
 
Segundo a diretoria tricolor, nessa primeira edição, a revista será especial sobre os 80 anos de fundação do Bahia, com histórias, curiosidades e entrevistas especiais com atuais jogadores e com ídolos do passado. 
 
A Revista do Bahia será vendida nas bancas de Salvador a partir de segunda-feira (9). 

Nos primeiros dias do ano, quase 3 mil baianos buscam sites de infidelidade

Ano novo é época de promessas, de tentar fazer diferente o que não deu certo no ano que passou. Nos primeiros dias de 2012, pelo menos 2.783 baianos tiraram da imaginação o desejo de traição reprimido, criaram coragem, assumiram o frio na barriga e deram o pontapé inicial para uma relação extraconjugal.
A rede social The Ohhtel, especializada em proporcionar o contato com sigilo absoluto entre os infiéis, contabilizou um pico de 2.283 novos usuários no estado entre o dia 1º e quarta-feira, 4. O site Ashley Madison recebeu a inscrição de cerca de 500 baianos nos dois primeiros dias do ano.
Segundo pesquisa realizada pelo The Ohhtel, a maior do país em número de usuários (404 mil), 74% dos novatos afirmaram nunca ter traído antes. O perfil destoa do que era registrado até então, quando 90% dos usuários confessaram que já traíam antes de filiar-se à rede social, e a ferramenta apenas encurtava e deixava mais seguro o caminho para o pecado.
“Foram pessoas que, forçadas a passar o Natal com uma pessoa que não gostam mais, passam o Ano-Novo e falam que não dá. As expectativas não são atendidas e as pessoas vêm para o nosso site. No Natal, as pessoas estavam voltadas para  família e o acesso caiu. Nos quatro últimos dias do ano, foram apenas 168 cadastros na Bahia. No Reveillon tem uma retrospectiva, e elas percebem que estão infelizes”, explica a vice-presidente do The Ohhtel no Brasil, Laís Priolli.
Medo  
É o caso de Mariana, 35 anos, que se entende como uma mulher “muito determinada”, que quer “alguém que me faça sentir viva” e por isso decidiu fazer sua inscrição na rede social na terça-feira, 3. Em resposta a um convite para uma conversa, ela disse estar “megacarente”, mas foi cautelosa antes do primeiro contato telefônico. “Posso te pedir uma coisa? entenda... queria ver sua foto... pois fico preocupada... você pode me conhecer...  sei lá”, duvidou, para em seguida ceder.
Em rápido telefonema no horário do almoço, porque o noivo chegaria em casa a qualquer hora, disse ser administradora de empresas, sem filhos, mas insatisfeita com o compromisso nupcial recém- reatado e em dúvida com o que fazer sobre o futuro. “Eu acabei há pouco tempo uma relação que me deixou muito decepcionada, meu noivo com quem namorei há 5 anos pediu para reatar e eu aceitei, mas eu estou muito confusa”.
Mariana conta que decidiu começar a trair no início do ano seguindo conselho de uma amiga. Durante praticamente todo o dia de ontem, apenas ela esteve online para bater papo no The Ohhtel na Bahia.
Tendência 
A busca de novas experiências extraconjugais em relacionamentos estáveis, segundo a professora de Psicologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Rosita Barral Santos Barros, é uma tendência desta geração.
“Os valores tradicionais de casamento e família, a relação com exigência de exclusividade, convive com relações pós-modernas. Este fenômeno no momento de passagem do ano novo não é de estar indignado com o relacionamento, mas no início do ano as pessoas estão buscando satisfação, o hedonismo, o prazer imediato, quer se sentir feliz.As pessoas, em geral, não buscam esses sites para terminar o casamento, mas para conseguir manter”, analisou.
Os dados confirmam a tese: segundo pesquisa realizada somente entre usuários baianos, 80% dos homens e 85% das mulheres nunca se divorciaram.

Presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia morre em Salvador

Morreu na tarde desta sabado (7) no Hospital Geral do Estado (HGE) o presidiente do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed). O Dr.José Caires Meira, 52 anos, morreu vítima de um infarto agudo do miocárdio fulminante. O vice-presidente do sindicato, Francisco Magalhães, passa a assumir a gestão. 

O corpo do médico será velado na sede do Sindimed a partir das 18h. De acordo com o sindicato, o corpo de José Caires será levado para o Cemitério Jardim da Saudade no domingo (8) onde darão continuidade ao velório. O horário do sepultamento será às 17h.

Dr. Caires assumiu o cargo de presidência do Sindimed em 2007. As principais conquistas realizadas durante o seu pleito foram a aquisição da sede própria do sindicato, após 70 anos de fundação, a realização de concurso público na Bahia, após 20 anos sem abertura de concurso no Estado, e aprovação do último plano de cargos de salários do médico na Bahia.

Parlamentares da Bahia vão pedir ao governo federal que socorra municípios vítimas da estiagem

A bancada da Bahia no Congresso vai apelar ao Ministério da Integração Nacional para que libere, em caráter de urgência, cerca de R$ 30 milhões para o estado, que sofre com a estiagem. O grupo é liderado pelo senador Walter Pinheiro (PT-BA). O senador disse que a falta de chuva provoca o desabastecimento no norte, nordeste e sudoeste baianos, além de causar prejuízos no campo.
“Estamos muito preocupados porque a cada dia a situação se agrava, há pessoas que já estão sem água e, fora isso, os agricultores rurais acumulam perdas”, disse o senador, lembrando que a estimativa é que cerca de 300 mil agricultores familiares da Bahia estão em dificuldades.
As áreas mais afetadas pela seca são Feira de Santana, Juazeiro, Paulo Afonso e Vitória da Conquista. Nessas regiões há produção de feijão, milho e sizal, além da criação de ovinos e caprinos.  Na tentativa de evitar o agravamento da situação, será solicitado seguro-safra para vários produtores rurais baianos, segundo Pinheiro.
De acordo o senador, 123 dos 417 municípios da Bahia estão em situação de emergência desde o fim do ano passado.